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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Com 17 anos, brasileira cria "isopor" biodegradável a partir da cana-de-açúcar



Um certo dia, ao ver a mãe chegar do supermercado com as compras, Sayuri Miyamoto Magnabosco, de 17 anos, observou que muitos dos produtos adquiridos eram embalados com isopor, material que contribui com o acúmulo de resíduos nos lixões e aterros, e que demora de 100 a 300 anos para se decompor. Ao pensar nisso, a estudante do ensino médio em Curitiba pensou em uma solução: por que não produzir bandejas a partir do bagaço da cana-de-açúcar?

O talento da jovem somado a ajuda da mãe e dos professores fez com que a bandeja biodegradável saísse do papel. Um ano depois, tem até pedido de patente. E uma quantia invejável de prêmios para a garota cientista.

A ideia é simples, da maneira como deve ser um projeto científico no ensino médio, defende o professor Cornélio Schwambach, orientador de Sayuri. A cana ela conseguiu com um vendedor de caldo, perto de casa. Bateu no liquidificador de casa e misturou àquela cola branca caseira, que os mais antigos conhecem bem: farinha de trigo e água, fervidos no fogão.

bandeja biodegradavelA parte difícil foi secar no sol. É que o clima de Curitiba não ajudou muito (“alguns eu deixei para secar no forno”). Além de encontrar uma “solução básica” para misturar ao bagaço para impedir a fermentação. Esta é uma etapa importante, pois a bandeja não podia ser tão biodegradável a ponto de estragar enquanto o alimento ainda está próprio para consumo. “Pesquisei nos produtos de limpeza, vi o que era utilizado, e encontrei uma substância que não teria nenhum efeito tóxico sobre o bagaço”, explica ao jornal Gazeta do Povo.

Como conseguiu escolher um produto químico desses? Sayuri conta que foi com a ajuda da mãe, que é farmacêutica e “conhece bastante de substâncias”. Marina, a mãe, nega: “Que nada, ela fez tudo sozinho, é superautodidata”.

Algo simples

Marina, a farmacêutica, ajudou “como mãe, mesmo”. “O liquidificador eu dei para ela, porque teve uma experiência em que colocou óleo e canela, e aí, claro que estragou. Na hora de moldar as bandejas eu dizia para ela fazer bem caprichado, porque ia apresentar na feira.”

Ela também orientou a filha na escolha do objeto de pesquisa: “Falei para ela fazer algo que não precisa cavar todo o quintal de casa, e sim algo mais simples”.

Iniciação científica

O que separa um aluno do ensino médio de desenvolver tecnologia e produzir novos conhecimentos por conta própria? Um “empurrãozinho”, talvez.

O Colégio Bom Jesus criou em 2011 o programa de Iniciação Científica (IC) para o ensino médio. É uma forma de canalizar a criatividade dos adolescentes em prol da ciência.

“O que nós fazemos é formatá-los para o trabalho científico, colocar objeto de pesquisa, justificativa, essas coisas”, conta o professor Schwambach, coordenador da IC na unidade Centro, do colégio. O programa começou com um grupo seleto, e hoje é aberto a todos os alunos interessados.

Sayuri é da segunda geração de orientados. Sua coleção de medalhas inclui passagens pelas feiras de ciências da Usina de Itaipu, da Universidade de São Paulo (USP) – a maior do país–e da chamada Olimpíada dos Gênios, realizada em Nova York.

Fonte: EcoD via Eco4Planet (suas buscas com a mesma qualidade Google geram plantio de árvores)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Japoneses confirmam identificação do elemento número 113 da tabela periódica


Uma equipe de pesquisadores do centro japonês Riken confirmou nesta quinta-feira a identificação do elemento número 113 da tabela periódica, de caráter sintético e com o nome provisório de Unúntrio.

Em comunicado, o instituto estatal japonês se atribuiu o descobrimento do novo elemento, cujo achado é disputado com um grupo conjunto de pesquisadores russos e americanos que realizou pesquisas paralelas.

Os resultados da pesquisa realizada pelo Riken serão publicados na edição de janeiro do jornal da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), a máxima autoridade neste campo, e responsável por determinar a autoria dos descobrimentos.

Se a IUPAC confirmar que a equipe japonesa foi a autora dos experimentos decisivos para o achado, esta terá o direito de dar o nome oficial ao novo elemento da tabela periódica.

A equipe russa-americana foi a primeira a anunciar a descoberta do elemento 113 em 2003, embora o centro japonês afirme ter recopilado em 2012 dados conclusivos para confirmar sua existência.

O novo elemento sintético conta com 113 prótons em seu núcleo, e foi identificado por uma equipe liderada pelo cientista japonês Kosuke Morita, da Universidade de Kyushu (sul do Japão).

Morita conseguiu sintetizar o elemento em três ocasiões através de um método consistente de fazer colidir íons de zinco sobre uma camada ultrafina de Bismuto.

"Agora que demonstramos de forma conclusiva a existência do elemento 113, planejamos seguir investigando o território inexplorado do elemento 119 e além", afirmou Morita no comunicado.

"Algum dia, esperamos chegar à ilha dos elementos estáveis", acrescentou o pesquisador japonês.

Os elementos sintéticos não aparecem de forma natural e são gerados artificialmente através de experimentos, e até o momento foram criados 24 elementos deste tipo -entre eles o plutônio-, embora todos eles sejam instáveis, lembrou o Riken.

Fonte: UOL

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Cientistas descobrem cometa que libera o equivalente a 500 garrafas de vinho por segundo no espaço


Um cometa que libera grandes quantidades de álcool e um tipo de açúcar foi descoberto por uma equipe internacional de pesquisadores. Pode-se dizer que o Lovejoy é quase um drinque que vaga pelo espaço.

Pela primeira vez, o álcool etílico, o mesmo presente em bebidas alcoólicas, foi observado em um cometa. Foram ainda descobertas outras 21 moléculas orgânicas diferentes no gás do cometa.

“Descobrimos que o cometa Lovejoy libera quantias de álcool equivalentes a pelo menos 500 garrafas de vinho a cada segundo durante seu pico de atividade”, disse Nicolas Biver, do Observatório de Paris, ao site Phys.org, principal autor de um artigo sobre o achado, publicado na revista Science Advances.

A novidade reforça a teoria de que os cometas podem ter sido uma fonte de moléculas orgânicas complexas essenciais ao surgimento da vida. Muitos pesquisadores defendem que os cometas guardam restos congelados da formação do nosso Sistema Solar e poderiam nos dar pistas de como ele foi formado.

O cometa Lovejoy (oficialmente chamado C/2014 Q2) foi um dos mais brilhantes e mais ativos desde o cometa Hale-Bopp, em 1997. Ele passou pelo Sol em 30 de janeiro deste ano.

Fonte: History

domingo, 13 de setembro de 2015

Brasileiros desenvolvem plástico comestível e biodegradável


Depois de duas décadas de trabalho, os pesquisadores da Embrapa Instrumentação desenvolveram uma série de películas comestíveis que funcionam como plástico biodegradável e podem ser utilizadas no preparo de alimentos.

O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima, como frutas e verduras (espinafre, mamão, goiaba, tomate, entre outros) é transformada em uma pasta. Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

Quando descartado, este tipo de plástico se decompõe em até três meses e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto sem causar danos ao meio ambiente. A inovação ainda tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do plástico convencional, que tem como agravante o fato de demorar cerca de 400 anos para se decompor na natureza.

Reaproveitamento de alimentos

De acordo com o pesquisador José Manoel Marconsini, a produção deste material favorece o reaproveitamento de alimentos que seriam rejeitados por não apresentarem bom aspecto visual, mesmo estando em condições de consumo. “Além disso, como vantagem ambiental tem a redução do desperdício de alimentos, pois auxilia no aumento da produtividade”, explica ao portal Web Rádio Água.

O material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura. Em laboratório, o plástico orgânico se mostrou mais resistente ao impacto, além de ser três vezes mais rígido que os plásticos sintéticos.

Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação a fim de demonstrar interesse na inovação.

Fonte: Eco

EcoForPlanet, suas buscas com a mesma qualidade Google são revertidas em árvores plantadas.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mistério da pedra que brilha sozinha (depois de ser exposta ao Sol) foi resolvido depois de 400 anos


A pedra Bologna, descoberta em 1603, tem esse nome por ter sido encontrada em um vulcão inativo próximo a Bolonha, na Itália. Mas o curioso é que, quando ela é exposta ao calor e à luz do sol, ela emite um brilho por horas, até dias. E demorou mais de 400 anos para que cientistas entendessem porque.

A história começa com Vicenzo Cascariolo, um sapateiro com pretensões a alquimista. Quando ele encontrou uma pedra leitosa perto do vulcão, deciciu levar uma amostra até sua oficina e fazer alguns testes. Lá ele aqueceu a rocha em um processo chamado calcinação. Depois desse processo, quando a pedra era exposta ao sol ou ao calor, ela era capaz de brilhar no escuro.

Isso acontece porque a pedra que ele encontrou era uma barita, uma mistura de bário, enxofre e oxigênio. Mas, obviamente, nem todas as baritas brilham no escuro, mesmo depois de passar pela calcinação.

Demorou bastante tempo para que os cientistas entendessem qual era a diferença da pedra de Bologna. Mas, eventualmente, pesquisadores conseguiram: foram identificados íons de cobre dentro da barita - quando são expostos à luz, esses íons absorvem energia e depois a emitem vagarosamente por longos períodos.

Fonte: Galileu

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Estudante desenvolve spray que pode substituir a camisinha


Será que as camisinhas estão com os dias contados? Ou, pelo menos, perderão o status de método mais popular para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada?

Bem, uma aluna de design do Pratt Institute (Nova York, EUA) acredita estar no caminho de oferecer uma nova e efetiva proteção para o sexo. Na forma de spray!

O produto criado por Michele Chu já tem nome - Girlplay -, mas ainda não há certeza de que ele vá ganhar o mercado. Ela diz acreditar ser viável.

"Pensei que o mercado de camisinhas precisava de algo revigorante", disse Michele ao blog de design "PSFK".

A ideia de oferecer uma alternativa "futurista" à camisinha tradicional já foi alvo do trabalho do alemão Jan Vinzenz Krause em 2008. Ele criou um produto similiar, um tubo que envolvia o pênis em latex líquido. O projeto, entretanto, acabou arquivado. O principal problema: a rejeição dos homens durante os testes e o tempo para secar, três minutos.

Fonte: Page Not Found

Substância recém criada poderá nos permitir respirar embaixo d'água


Explorar o mundo subaquático sem usar tubos de oxigênio até hoje era algo que acontecia apenas em histórias em quadrinhos. Mas uma nova invenção de cientistas da Dinamarca pode fazer com que seja possível respirar embaixo d'água.

Uma quantidade relativamente pequena da substância, apelidada de “Cristal do Aquaman”, poderia ser suficiente para uma pessoa mergulhar sem se afogar. O material tem a capacidade de absorver oxigênio da água, o que tornaria obsoletos os atuais equipamentos de mergulho.

A substância, que usa cobalto em sua estrutura molecular, é capaz de armazenar uma quantidade muito maior de oxigênio do que os cilindros de mergulhação. Segundo a cientista Christine McKenzie, da Universidade de Syddansk, bastariam alguns grãos do cristal para um mergulhador respirar embaixo d´água com sucesso. Os cristais também poderiam ser úteis para pacientes de câncer de pulmão que dependem de tanques de respiração.

Fonte: History

domingo, 31 de maio de 2015

Estudo revela métodos estranhos da mumificação de Vladimir Lenin


A longa história da mumificação, ou seja, dos procedimentos para preservar cadáveres, talvez tenha tido seu ponto mais alto no século XX, mais precisamente nos últimos dias de janeiro de 1924.

Agora, após 90 anos, uma pesquisa publicada pela revista Scientific American divulga as técnicas experimentais através das quais os especialistas soviéticos trabalharam no corpo do líder revolucionário ´ Ilitch Lenin, para que permanecesse intacto e como se estivesse vivo para sempre.

A ordem do embalsamento sofisticado foi dada diretamente por Stalin e realizada por um grupo de especialistas que se autodenominou “Lenin Lab” e que decidiu mumificá-lo de tal forma que o cadáver se mantivesse flexível e com a cor viva.

O primeiro experimento durou sete meses, durante os quais foram aplicadas microinjeções localizadas e colocado um traje de borracha de capa dupla no corpo, com o objetivo de preservá-lo pelo maior tempo possível.

Depois, foram utilizadas técnicas mais inovadoras: estabeleceu-se que o corpo seria embalsamado novamente a cada dois anos, mergulhando-o por 30 dias em glicerol, metanol, acetato de potássio, álcool, peróxido de hidrogênio e soluções de ácido e sódio acético, para permanecer intacto durante séculos.

Todas essas técnicas se complementaram com a substituição periódica de partes deterioradas do corpo por outras artificiais, como os cílios e alguns pedaços de pele.

Assim foi mumificado o cadáver e Lenin, uma das múmias mais bem conservadas da história.

Fonte: History

sábado, 21 de março de 2015

As múmias mais antigas do mundo de repente estão se transformando em gosma preta


As múmias Chinchorro, encontradas no Chile e Peru, sobreviveram mais de 8.000 anos. Oito milênios! Só que elas começaram a se decompor mais rapidamente do que nunca – algumas delas até derreteram em uma “gosma preta” gelatinosa. Cientistas de Harvard acreditam ter encontrado o motivo.

O povo Chinchorro preservava seus mortos preenchendo-os com fibra e palha – são as múmias mais antigas no mundo.

Ao contrário dos egípcios, os Chinchorros mumificavam todos os que faleciam. Centenas dessas múmias ainda estão enterradas em vales chilenos, onde muitas vezes são descobertas por funcionários de construção civil.

O problema começou com as múmias que deveriam estar mais seguras, dentro do museu arqueológico da Universidade de Tarapacá, no Chile.

Os curadores notaram a decomposição acelerada ao longo da última década, então eles decidiram trazer cientistas de Harvard para entender o que estava acontecendo.

Eles determinaram que isso foi causado por bactérias. Mas as múmias sobreviveram por milhares de anos; por que as bactérias de repente estariam interessadas nelas?

A equipe tomou amostras bacterianas de pele da múmia, em partes com e sem decomposição, e as cultivou em laboratório.

Em umidade maior, a pele com bactérias degradava mais rápido, começando o processo em apenas 21 dias, de acordo com um comunicado à imprensa. É aí que caiu a ficha: a umidade vem aumentando na cidade de Arica, onde está localizado o museu arqueológico.

A umidade ideal para as múmias está entre 40% e 60%. Mais que isso, e elas apodrecem; se for menos, elas podem sofrer com acidificação.

Isso é algo importante de se saber para um museu com controle de temperatura; mas o clima está mudando, e isso poderia significar a ruína para centenas de múmias ainda enterradas. Elas sobreviveram por milênios, mas podem não aguentar a umidade.

Crédito das fotos: Vivien Standen/Harvard

Fonte: Gizmodo

domingo, 21 de dezembro de 2014

Robô da Nasa acha moléculas orgânicas e gás metano em Marte


O gás metano na Terra tem fortes conexões com a vida; achado foi mais um indício de que Marte já teve condições de abrigar a vida microbiana.

A presença de metano na atmosfera de Marte e de elementos químicos orgânicos no solo do planeta vermelho são as mais recentes e provocantes descobertas do veículo explorador Curiosity, da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), na busca de pistas sobre a possibilidade de vida extraterrestre, declararam cientistas na terça-feira.

Os cientistas da Nasa disseram que o Curiosity captou irrupções esporádicas de metano, um gás que na Terra tem fortes conexões com a vida, na atmosfera ao redor de seu local de pouso, na cratera Gale.

O veículo também encontrou elementos químicos orgânicos no solo marciano, declararam os cientistas em uma entrevista coletiva transmitida pela Internet no Sindicato Americano de Geofísica em San Francisco.

O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, emitiu um comunicado à imprensa dizendo que o veículo-robô mediu “um pico dez vezes maior” de metano na atmosfera ao seu redor e que detectou outras moléculas orgânicas em uma amostra coletada por uma furadeira robótica.

"Há muitas fontes possíveis, biológicas e não biológicas, como a interação entre água e rocha", afirmou Sushil Atreya, membro da equipe de ciência do Curiosity e da Universidade do Michigan na cidade de Ann Arbor, no informe à imprensa.

As últimas descobertas combinam mais de dois anos de dados coletados pelo robô desde seu pouso dentro da cratera Gale em agosto de 2012.

Na semana passada, os cientistas disseram ter determinado que bilhões de anos atrás um lago preenchia a cratera de 154 quilômetros de largura sendo explorada pelo Curiosity. Este achado foi mais um indício de que Marte, o planeta mais parecido com a Terra no sistema solar, já teve condições de abrigar a vida microbiana.

Pouco depois de pousar, o Curiosity descobriu que Marte já teve os ingredientes químicos e as condições ambientais necessárias para sustentar a vida microbiana, cumprindo o objetivo primordial de sua missão.

O veículo, que percorreu cerca de 8 quilômetros desde seu pouso, tem explorado uma área conhecida como Monte Sharp, onde foram encontradas rochas contendo sedimentos depositados pela água, para saber se existiram ambientes acolhedores à vida durante tempo suficiente para que ela evoluísse.

“Continuaremos a trabalhar nos quebra-cabeças que estas descobertas apresentam”, declarou John Grotzinger, cientista do projeto Curiosity do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.

O cientista participante Roger Summons, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), disse: “O desafio agora é encontrar outras rochas no Monte Sharp que possam ter inventários diferentes e mais amplos de compostos orgânicos”.

Fonte: Terra

domingo, 16 de novembro de 2014

Desvendado o mistério dos mortos mumificados em vilarejo italiano






Por centenas de anos, um mistério pairou sobre a comunidade italiana de Venzone. Os cadáveres lá enterrados não se decompunham normalmente.

Os corpos permaneciam preservados e ainda reconhecíveis por décadas. Isso, inclusive, criou um hábito mórbido nos moradores da região: desenterrar os mortos para passar um tempo com eles e "matar a saudade".

Depois de muito tempo, o mistério foi resolvido. Cientistas descobriram que o motivo para a conservação dos cadáveres é um fungo microscópico (Hyphae tombicina), presente nas catacumbas e nos caixões, que age como um parasita e desidrata rapidamente os corpos antes que a decomposição possa sequer começar, o que, por sua vez, retarda de fato o início do processo.

A comunidade atualmente é um local turístico da Itália, e as fotos das múmias fazem muito sucesso na web.

Fonte: BOL

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os sete piores momentos da Terra

O planeta Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos, e nestes anos já viu muitos dias ruins (realmente ruins, com colisões planetárias, chuvas de fogo, gelo de polo a polo, nuvens tóxicas e tudo o mais). Confira sete dos piores dias que o globo já passou:

7. O impacto com Theia


O que era um anel de gás e poeira foi formando “grumos”, que por sua vez se juntaram para dar forma ao planeta. Depois de alguns milhões de anos, a crosta da Terra já havia esfriado e solidificado, quando uma aproximação com um outro planeta acabou da pior forma possível: em uma colisão que lançou a atmosfera e parte da crosta terrestre no espaço.

O planeta hipotético que teria colidido com a Terra no início da sua “vida” recebeu o nome de Theia, e teria se formado ao mesmo tempo que o nosso, na mesma órbita. Com 10% da massa da Terra, mais ou menos o tamanho de Marte, o núcleo de Theia afundou e se tornou parte do núcleo terrestre, enquanto um pedaço de sua crosta se misturou a nossa crosta e também à massa que entrou em órbita.

Essa massa que entrou em órbita formou primeiro um disco de matéria, como os anéis de Saturno, e depois se agregou em um novo corpo, a lua. Com sua órbita inclinada, o satélite estabilizou a rotação da Terra que, sem o seu constante puxão gravitacional, estaria sujeita ao dos outros planetas, o que desestabilizaria seu eixo.

6. O intenso bombardeio tardio


Levou cerca de 150 milhões de anos para a crosta terrestre resfriar e se solidificar novamente, quando outro “dia ruim” chegou: o intenso bombardeio tardio.

Por alguma razão desconhecida, depois que os planetas rochosos já estavam formados (e por isto o nome de “tardio”), uma chuva intensa de trilhões de asteroides e cometas atingiu o sistema solar interior. As causas podem ser alguma instabilidade nas órbitas dos gigantes gasosos, embora existam outras hipóteses.

Neste bombardeio, asteroides imensos atingiram o planeta. Alguns cientistas supõem que foi um período em que a vida se formava para em seguida ser apagada por um asteroide, e isto teria se repetido várias vezes.

Mas não há evidências na crosta terrestre deste bombardeio, que durou cerca de 200 milhões de anos. Qualquer cratera da época, cerca de 4,1 bilhões de anos atrás, foi apagada pela erosão.

As evidências deste bombardeio estão na lua, que tem algumas de suas maiores crateras datando daquela época. Qualquer chuva de asteroides que tenha atingido o satélite naquela época certamente atingiu a Terra também, além de Vênus, Mercúrio e Marte.

Mas há um ponto positivo no intenso bombardeio tardio. Alguns cientistas especulam que os metais que utilizamos hoje, entre eles platina, prata e ouro, foram depositados por estes asteroides, já que os metais que faziam parte do planeta teriam mergulhado para seu centro durante a fase em que a Terra estava liquefeita.

5. Terra bola de neve


Este foi um cataclismo que durou centenas de milhares de anos, chamado Terra bola de neve, um período em que a Terra congelou completamente. E não só uma vez, mas várias vezes.

Durante uma era do gelo típica, as geleiras avançam dos polos em direção ao equador, atingindo, do lado norte, as regiões que hoje correspondem à Nova Iorque, nos Estados Unidos, e Paris, na França. Mas quando aconteceram os eventos “Terra bola de neve”, toda a superfície do planeta congelou, de polo a polo.

Os piores episódios de congelamento do planeta teriam acontecido primeiro a 2,4 bilhões de anos, e depois, 600 milhões de anos atrás. Não há evidências diretas destes períodos de congelamento, mas a hipótese da Terra congelada explica porque há depósitos de glaciares em áreas que já foram o equador do planeta.

E o que teria causado este cataclismo gelado? Talvez a própria vida. Quando surgiu a vida, o gás que ela respirava era metano, um gás de efeito estufa, que teria mantido o planeta aquecido até que surgiu a clorofila na Terra, e os microrganismos passaram a produzir oxigênio.

O oxigênio oxidou o metano e produziu dióxido de carbono, e as criaturas que viviam de metano morreram na assim chamada catástrofe do oxigênio. O desaparecimento da camada de metano acabou com o efeito estufa da época, e o planeta congelou.

A era do gelo provavelmente acabou por causa da atividade vulcânica do planeta, que era mais intensa na época, o suficiente para descongelar o planeta.

Curiosamente, depois de ambos os períodos de congelamento, a vida floresceu no planeta com vigor renovado, causando a diversificação de vida microbiana 2,4 bilhões de anos atrás, e a vida animal 600 milhões de anos atrás.

4. A extinção ordoviciana


99% de todas a espécies que já existiram estão extintas, a maioria por causa de eventos de extinção em massa. O primeiro destes aconteceu durante o período ordoviciano, 450 milhões de anos atrás.

De todas as extinções em massa, a do ordoviciano é a mais misteriosa. Como ela aconteceu há mais tempo do que todas as outras, as pistas sobre o que ocorreu são as mais tênues.

A princípio, os cientistas acreditaram que a extinção foi causada por uma era do gelo, mas uma nova hipótese está se formando: a de que a Terra foi banhada por um disparo de raios gama. Este tipo de evento acontece quando uma estrela explode ao longo de seu eixo, nas duas direções, norte e sul.

Um disparo de raios gama que atingisse a Terra vaporizaria 1/3 da camada de ozônio, expondo os seres vivos à doses letais de radiação e à radiação UV, prejudicial a nós. Além disso, o raio gama romperia as moléculas de nitrogênio e oxigênio, produzindo um nevoeiro de dióxido de nitrogênio, o que causaria um desastre secundário – uma era do gelo.

Não há certeza se a suposta era do gelo foi causada por um disparo gama, mas é certo que as criaturas vivas que se arrastavam na superfície e camadas mais altas do oceano sofreram um decréscimo enorme, sugerindo que foram mortas por raios UV.

Outra hipótese mais fantástica é a de que a Terra sofreu as consequências de uma onda de choque. A galáxia viaja por um fluxo de gás intergaláctico, e quando a Terra afasta-se acima ou abaixo do disco galáctico, é exposta a raios cósmicos causados pelo aquecimento deste gás na onda de choque à frente do sistema solar.

Isto acontece a cada 64 milhões de anos, o que corresponde a uma diminuição e aumento da biodiversidade da vida a cada 62 milhões de anos, que aparece no registro fóssil. Estarão ligados, estes eventos? É uma hipótese que ainda está sendo desenhada e não foi testada, mas parece poder explicar algumas extinções em massa na Terra.

3. A extinção KT


A extinção KT (do nome das camadas que ela separa, o Cretáceo e o Terciário) é a mais famosa. Aconteceu há 65 milhões de anos e foi causada pela queda de um asteroide, Chicxulub, na região do Iucatã que tem o mesmo nome. Ela liquidou os dinossauros e abriu caminho para o domínio dos mamíferos.

A novidade é que existe uma hipótese de que o asteroide Chicxulub não foi o único causador da extinção KT; ele teria sido apenas um coadjuvante. Um derramamento de lava que jorrou material suficiente para cobrir mais de um milhão de quilômetros quadrados, jogando gases tóxicos na atmosfera que poderiam alterar o clima da Terra, parece ser o principal culpado.

Este derramamento de lava já estaria acontecendo quando o asteroide Chicxulub deu o golpe de misericórdia nos dinossauros, na época já em declínio.

Também pode ser que tal golpe de misericórdia tenha sido múltiplo, com vários asteroides atingindo a Terra – Chicxulub não seria nem o maior deles.

Os defensores dos múltiplos impactos apontam para uma estrutura misteriosa no fundo do mar próximo da costa da Índia, que recebeu o nome de cratera Shiva. Mas os críticos apontam que a estrutura pode nem mesmo ser uma cratera de impacto.

E para quem está se perguntando se poderemos ter o mesmo fim dos dinossauros, a resposta é sim. A passagem do asteroide 2012 DA14 e a explosão do meteoro sobre a Rússia servem de aviso – isto pode acontecer novamente. Foguetes e tecnologia serão suficientes para nos salvar?

2. A Grande Mortandade


Esta é a maior extinção em massa do planeta Terra, e uma que ainda tem mistérios não resolvidos. Aconteceu a 250 milhões de anos atrás, e resultou na morte de 95% de todos os seres vivos que haviam no planeta. Mais vidas morreram então do que em qualquer tempo antes e depois, até hoje.

Durante décadas, os cientistas procuraram por pistas para a causa de tanta morte, e um dos culpados supostos seria um supervulcão da Sibéria cuja erupção durou um milhão de anos e produziu o maior fluxo de lava de que se tem notícia. O derramamento teria queimado plantas, liberando gases tóxicos e de efeito estufa, causando um aquecimento global.

O problema é que até as plantas que conseguem sobreviver com gás carbônico sucumbiram. O que poderia ter causado sua morte?

Recentemente, uma nova hipótese foi levantada: a de que houve também formação do gás sulfato de hidrogênio, que, combinado com o calor, poderia ter causado a extinção em massa da época.

1. Apocalipse Solar


Em cinco bilhões de anos, o sol vai mudar: vai passar de anã amarela para gigante vermelha quando seu hidrogênio acabar e ele passar a fundir hélio para formar carbono. Neste processo, deve se expandir e ficar 200 vezes maior.

Enquanto expande, o sol vai engolir primeiro Mercúrio, depois Vênus, e talvez a Terra – o destino do nosso planeta ainda não é conhecido; ele pode ser empurrado para uma órbita mais alta ou engolido também.

De qualquer forma, o planeta Terra de então será bem diferente do atual.

A cada bilhão de anos, o sol fica 10% mais brilhante, o que significa que em menos de 1 bilhão de anos o planeta estará brilhante o suficiente para arrancar o gás carbônico da atmosfera, matando as pantas que dependem deste gás para crescer e realizar a fotossíntese.

E não é só isso. Para nossa desgraça (literalmente), os oceanos vão evaporar e toda a vida do planeta será extinta. A Era dos Animais deve terminar em cerca de 500 milhões de anos.

Fonte: Hypescience

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pesquisadores desenvolvem fonte de energia limpa inesgotável que pode mudar o rumo da humanidade


Um grupo de pesquisadores do laboratório americano Livermore National conseguiu desenvolver um reator de fusão nuclear que poderia mudar a história do consumo energético do mundo. Por quê? Porque produz muito mais energia do que consome e, portanto, poderia vir a ser uma fonte inesgotável de energia limpa, similar à energia utilizada pelas estrelas.

Segundo o artigo, publicado pela revista Nature, o grande problema dos reatores de fusão nuclear até o momento é, justamente, o fato de necessitarem de mais energia do que são capazes de produzir. Agora, parece que este balanço pode se tornar positivo.

Depois de diversas experiências com o reator NIF (National Ignition Facility), a equipe liderada por Omar Hurricane alcançou o feito histórico. “O mais empolgante, no momento, é que estamos registrando um aumento constante na produção energética, resultante do processo de ignição”, explicou Hurricane.

A chave para o sucesso foi o ataque contra as partículas Alfa que, ao invés de escapar, depositam sua energia no combustível. O novo processo contribui para o aquecimento que, por sua vez, aumenta o número de reações de fusão nuclear, produzindo assim mais partículas Alfa. Trata-se de um processo de renovação interminável.

Nossa ideia de consumo energético e combustível pode estar à beira de uma imensa transformação.

Fonte: Seu History

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Pai do genoma e criador do Soyuz: veja quem a ciência perdeu em 2013

Sanger ganhou duas vezes o Nobel de química

Em 2013, alguns dos maiores nomes da ciência deixaram a pesquisa. Muitos vencedores do Nobel, inclusive um que levou a premiação duas vezes: Frederick Sanger, o "pai" do genoma. Sanger foi uma das quatro pessoas a receber dois Prêmios Nobel junto a Marie Curie, Linus Pauling e John Bardeen.

Outro grande nome da pesquisa que morreu em 2013 foi o britânico Robert Edwards, que levou o Nobel em 2010. Edwards desenvolveu a técnica que permitiu o nascimento do primeiro bebê proveta, a britânica Louise Brown, que veio ao mundo em 1978, e também revolucionou o tratamento da esterilidade através da reprodução assistida.

O bioquímico Christian De Duve, premiado com o Nobel de Medicina em 1974, morreu em maio, aos 95 anos. Ele levou a premiação por suas descobertas sobre a estrutura e o funcionamento da célula. Segundo parentes, ele decidiu morrer por eutanásia.

Um dos nomes mais importantes da corrida espacial, Alexander Soldatenkov, deixou a ciência aos 86 anos. O pesquisador criou naves e foguetes espaciais, inclusive o Soyuz, que é o foguete mais ativo do mundo - com 1,7 mil lançamentos. Além disso, ele é o pai do R-7, que colocou o primeiro satélite artificial em órbita.

Ainda entre os pioneiros do espaço, Scott Carpenter, que em 1962 se tornou o quarto americano a chegar ao espaço e o segundo a orbitar a Terra, morreu aos 88 anos por complicações decorrentes de um derrame.​

A sexóloga Virginia Johnson, parte da famosa equipe Masters e Johnson que conduziu pioneiras pesquisas sobre a sexualidade humana, morreu aos 88 anos em Saint Louis.

O renomado biólogo francês Robert Barbaul, especialista em Biodiversidade, faleceu em dezembro, aos 70 anos.

Fonte: Terra

sábado, 4 de janeiro de 2014

Suecos desenvolvem louça que se lava


Os cientistas suecos, juntamente com pesquisadores da empresa Innventia desenvolveram a louça que se lava.

A superfície dessa louça repele, a nível molecular, os líquidos e outras substâncias, forçando-os a escorregar para fora do prato.

Os desenvolvedores dessa louça de nova geração argumentam que a sua utilização generalizada levará a uma redução significativa no consumo de água.

A invenção chegará ao mercado somente após os resultados finais da análise relativamente ao impacto do revestimento hidrofóbico sobre a comida. Em seguida, qualquer um poderá comprar esses pratos maravilhosos na loja.

Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

China vai inaugurar nova base de pesquisa na Antártida


A China ampliará a presença na Antártida com a construção de uma quarta base de pesquisa, e está à procura de um local para a quinta, disse um jornal estatal nesta quinta-feira, num momento em que o país intensifica os esforços científicos em lugares remotos. Os esforços chineses incluem o lançamento de veículos submarinos para explorar o leito oceânico e o pouso, na semana passada, de uma sonda na Lua.

Segundo o Diário da China, operários irão construir um acampamento para ser ocupado durante o verão, chamado de Taishan, além de procurarem o local para uma instalação adicional.

Qu Tanzhou, diretor da Administração Ártica e Antártica Chinesa, disse que o país "chegou tarde à pesquisa científica antártica, (mas) está alcançando" os rivais. A China já mantêm três estações de pesquisa na Antártida: Grande Muralha, Zhongshan e Kunlun.

"A construção do acampamento de Taishan e a inspeção de locais para a (outra) estação pode garantir adicionalmente que cientistas chineses realizem pesquisas científicas sobre uma gama maior e de forma mais segura", disse Qu.

O acampamento de Taishan será usado no verão austral, entre dezembro e março, fornecendo apoio logístico e permitindo estudos de geologia, glaciares, geomagnetismo e atmosfera, segundo o jornal.

Os cientistas também se dedicarão a estudar as mudanças climáticas, acrescentou o jornal. A base de Taishan ficará perto de estações dos EUA, da Itália e da Coreia do Sul, esta recém-inaugurada. "Ao mesmo tempo em que a nação está ampliando sua presença na Antártida, está reforçando também sua capacidade científica, com um novo quebra-gelo a ser fabricado e um avião de asa fixa a ser trazido para futuras expedições polares", acrescentou o jornal.

Ao contrário de outros países --como Grã-Bretanha, Noruega, Austrália, Chile e Argentina--, a China não reivindica território antártico, mas está reforçando sua presença no continente gelado, e em junho o presidente Xi Jinping disse que a exploração polar é um passo importante a ser desenvolvido.

Fonte: Terra

sábado, 7 de dezembro de 2013

No espaço, fogo queima em forma de bolha e chamas podem ficar invisíveis

Uma das grandes preocupações de astronautas é prevenir e combater incêndios. E o trabalho de bombeiro é diferente do que ocorre na Terra, já que, em microgravidade, as chamas se comportam de uma maneira diferente - e imprevisível.

Conforme os gases quentes sobem, eles criam correntes de ar que levam mais oxigênio e "levantam" a chama, o que causa a sua forma de lágrima. Contudo, na microgravidade o conceito de "em cima" e "embaixo" não existe - ou seja, os gases quentes se expandem para todos os lados. O resultado é uma chama com forma de bolha.

 Na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a ventilação "substituiu" o movimento natural do ar e, em conjunto com a baixa gravidade, faz com que, em caso de incêndio, as chamas se espalhem para todos os lados.​

"A combustão em microgravidade é um problema muito difícil, e há muitos engenheiros e cientistas que trabalham para entendê-la melhor", diz Gary A. Ruff, engenheiro aeroespacial do Centro de Pesquisa Glenn, em Ohio, Estados Unidos.

Todos os materiais que vão para o espaço passam antes por um teste em uma câmara. Contudo, alguns itens são muito importantes e, mesmo sendo inflamáveis, são enviados para fora do planeta.

Outro desafio é detectar um incêndio. Como no espaço a fumaça não "sobe", os detectores são posicionados nas saídas de ventilação, para onde a fumaça deve seguir.

Fogo no espaço

A ISS nunca experimentou um incêndio. Contudo, em 1997, um gerador de oxigênio da estação russa Mir pegou fogo. Testes feitos na época mostraram que as chamas acabaram quando o oxigênio chegou ao fim. O fogo não causou maiores danos aos astronautas e a estação "sobreviveu" até 2001. Contudo, o incêndio serviu de experiência para os homens do espaço.​

Na ISS, no caso de fogo, os próprios astronautas trabalham como bombeiros e seguem três passos. Primeiro: desligar o sistema de ventilação para diminuir a velocidade com que as chamas se propagam. Dois: desligar a energia da unidade afetada. Terceiro: apagar as chamas com extintores.

Estudo

A ISS contem um minilaboratório para estudar como o fogo se comporta no espaço - chamado de Experimento de Extinção de Chamas (Flex, na sigla em inglês). Desde 2009, já foram feitos centenas de experimentos.

Em um dos experimentos, os astronautas queimaram gotas de combustível que flutuavam dentro do Flex. O resultado não era esperado pelos cientistas.

A chama desapareceu na frente dos astronautas, mas os instrumentos mostravam que o fogo não parou. Esse fenômeno é chamado de "chama fria": a temperatura do fogo pode cair o suficiente, sem que este seja extinto, para que a chama fique invisível aos olhos humanos.

O resultado, afirmam os cientistas, tem implicações na Terra. A indústria automobilística já está de olho no Flex e em suas chamas frias para desenvolver motores mais eficientes e menos poluentes para os carros.

Na microgravidade, chamas têm formato arredondado
Gota de combustível flutua enquanto queima em microgravidade

Fonte: Terra

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Armas químicas sírias serão destruídas em águas do Mediterrâneo

Principais reservas das armas químicas sírias serão destruídas em águas neutras do Mediterrâneo. Os Estados Unidos começaram a preparação para sua neutralização a bordo do navio Cape Ray, comunicou no domingo passado o representante oficial da Casa Branca. Moscou presta ajuda nos preparativos dessa operação.

Há muito tempo a Rússia utiliza uma tecnologia para destruir substâncias químicas de combate com a ajuda da hidrólise (até recentemente, os Estados Unidos queimavam armas químicas).

Na totalidade, está previsto destruir cerca de 300 mil toneladas de substâncias tóxicas. No navio americano, serão neutralizadas apenas substâncias químicas mais perigosas – cerca de 500 toneladas – com a ajuda da hidrólise. Ao mesmo tempo, companhias privadas irão transformar e tornar inofensivos sete milhões de litros de resíduos produzidos em resultado desse processo.

Sigrid Kaag, diretora da missão conjunta da OPAQ e ONU para a destruição das armas químicas da Síria, falou sobre a futura operação:

“Armas químicas serão transportadas para o porto da cidade de Lataquia, na Síria, onde estas serão embaladas e lacradas. Posteriormente, elas serão transferidas em várias embarcações para o navio concedido pelos Estados Unidos”.

A OPAQ ressalta que armas químicas serão neutralizadas fora das águas territoriais da Síria. Atualmente, equipamentos especiais estão sendo montados no navio americano. Moscou concede ajuda na preparação dessa operação aos EUA que até recentemente queimavam armamentos químicos. Na Rússia, há muito que se utiliza a tecnologia de neutralização de substâncias tóxicas de combate com a ajuda da hidrólise, diz uma perita do Conselho da Rússia para Assuntos Internacionais, Elena Suponina:

“Os riscos são grandes. Esta é uma operação muito dispendiosa, mas é mais segura em comparação com a destruição de armas químicas no território da Síria, onde decorre uma guerra civil e as autoridades não são capazes de garantir a segurança de especialistas”.

O número de inspetores internacionais, que irão acompanhar a embalagem e o transporte de substâncias tóxicas, será dobrado: até 30 pessoas. Cada grupo de peritos trabalha em condições de medidas de segurança reforçadas: os itinerários de inspetores são mantidos em sigilo rigoroso. Comenta o general do Exército Sírio em reserva e perito militar, Salim Harba:

“Agrupamentos armados são dirigidos a partir da Arábia Saudita, do Qatar e da Turquia. Considero que extremistas possam receber uma ordem de atacar inspetores da Organização para a Proibição das Armas Químicas, para tentar frustrar o processo de neutralização de substâncias tóxicas e voltar novamente à realização de uma operação militar contra a Síria”.

As restantes 800 toneladas de substâncias químicas menos perigosas, na opinião de peritos, serão neutralizadas no território de outros países. Mas de 30 companhias privadas anunciaram a vontade de participar da destruição de armas químicas. A organização, que vencer o concurso, receberá para o cumprimento desses serviços de 40 a 50 mil euros. Em conformidade com o plano, composto pela OPAQ, as armas químicas da Síria devem ser neutralizadas até meados do próximo ano.

Sigrid Kaag

Fonte: Voz da Rússia

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Morre aos 95 anos Frederick Sanger, duas vezes Nobel de Química

O bioquímico britânico Frederick Sanger, duas vezes ganhador do prêmio Nobel de Química, em 1958 e em 1980, morreu ontem, terça-feira, aos 95 anos, informou hoje a emissora pública de televisão "BBC".

Nascido em Gloucestershire (Inglaterra) em 13 de agosto de 1918, Sanger foi uma das quatro pessoas que receberam duas vezes o prêmio Nobel, ao lado de Marie Curie, Linus Pauling e John Bardeen.

Considerado na comunidade científica o "pai da genômica", Sanger trabalhou até os 65 anos, quando se aposentou.


Fonte: EFE

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

7 substâncias extremamente letais

Conheça algumas toxinas mortais e seus devastadores efeitos sobre os seres humanos.


1 – Sarin

Este composto sintético foi desenvolvido originalmente na década de 30 para ser empregado como pesticida, mas, devido à sua ação sobre o sistema nervoso, passou a ser utilizado como arma em guerras químicas. O sarin é inodoro, e a exposição a ele pode provocar diminuição da frequência cardíaca, náuseas, cegueira, paralisia, convulsões e fortes contrações musculares.

Seu índice de mortalidade é bastante alto, e os casos mais recentes envolvendo essa substância ocorreram no Japão na década de 90, quando ataques terroristas provocaram a morte de 20 pessoas, além de deixar cerca de 1.600 feridos.


2 – Estricnina

Muito usado no passado como veneno para matar ratos, a estricnina é derivada de uma árvore nativa do sudoeste da Ásia e da Índia. Esta toxina normalmente se apresenta na forma de um pó branco amargo, e pode ser mortal quando ingerida, injetada ou inalada. Os sintomas provocados pela intoxicação através dessa substância podem causar espasmos musculares, falência respiratória e morte cerebral em um período de 30 minutos após a exposição.


3 – Antrax

Quem é que não se lembra das correspondências contaminadas por Antrax que circularam nos EUA há alguns anos? Na época, diversas pessoas foram infectadas pela bactéria — Bacillus anthracis —, e o ataque resultou em 17 doentes e 5 mortos. Os esporos desse microrganismo se propagam facilmente pelo ar, e o contágio ocorre principalmente através da ingestão de alimentos contaminados, inalação e contato com ferimentos.

Os sintomas da infecção dependem da forma de exposição, mas normalmente se parecem aos provocados pela gripe comum. Contudo, o tipo de contágio mais perigoso é através da inalação, que chega a ser fatal em 90% dos casos.


4 – Botox

Apesar de ser popularmente empregada em tratamentos estéticos, essa substância é composta pela toxina botulínica, obtida a partir da bactéria Clostridium botulinum. Embora a versão utilizada pelos médicos sirva para amenizar rugas, tratar problemas musculares e até algumas disfunções oculares, a ingestão de alimentos contaminados pode ser fatal — e causar o botulismo —, podendo causar danos neurológicos, levar à falência respiratória e à morte.


5 – Amatoxina
 
Apesar de o cogumelo da foto ter uma aparência inofensiva — e inclusive seja parecido à versão comestível que compramos nos mercados —, são necessários menos de 30 gramas dele para matar um ser humano. Os venenos contidos nesses cogumelos, as amatoxinas, podem provocar graves danos ao fígado e aos rins, além de levar ao coma e à falência múltipla de órgãos.


6 – Mercúrio

O mercúrio, que tem como uma de suas formas a substância prateada acima, pode ser encontrado no interior de termômetros, lâmpadas fluorescentes, pilhas e até em alguns peixes. A substância pode ser mortal se inalada ou ingerida — embora não provoque mal algum ao ser tocada. Os principais sintomas da intoxicação por mercúrio envolvem perda de memória, cegueira, danos graves aos pulmões e ao cérebro e convulsões.


7 – Ricina

Presente nas sementes de mamona, a ricina é considerada uma das toxinas de origem vegetal mais potentes do planeta. Essa substância é capaz de penetrar nas células e se conectar aos ribossomos, evitando que ocorra a síntese de proteínas e levando as células à morte. O envenenamento acidental por ricina é extremamente raro, mas apenas 500 microgramas dela — seja em doses injetáveis ou inaláveis — podem provocar a morte.


Fonte: Megacurioso