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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Era do gelo: mergulhadores encontram osso de mamute de 100 mil anos; veja foto

 


Dois exploradores do estado da Flórida, nos Estados Unidos , encontraram o osso de um mamute que possui mais de 22 quilos enquanto mergulhavam no rio Peace River. De acordo com a Fox News , acredita-se que a ossada seja datada da era do gelo .

Derek Demeter e Henry Sadler ficaram surpresos ao se deparar com a peça e disseram que ela pode pertencer a um mamute Colombiano, que viajava pela região que hoje é a Flórida entre dois milhões e 10 mil anos atrás.

"Este aqui é muito mais denso, então achamos que deve ser algo no meio dessas estimativas. Provavelmente uns 100 mil anos de idade", disse Demeter à Fox News, que tirou uma foto segurando o osso e publicou em seu perfil das redes sociais.

Os mergulhadores são paleontologistas amadores, mas já encontraram algumas outras peças parecidas. De acordo com eles, no mesmo dia também acharam partes de um tubarão que já foi extinto e um dente de tigre-dente-de-sabre.

 Fonte: IG

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Descoberto um dos últimos dinossauros que viveu na África


Um dos últimos dinossauros que viveu na África antes da extinção da espécie, há 66 milhões de anos, foi descoberto numa mina de fosfato no norte de Marrocos.

O estudo do fóssil, dirigido pela Universidade de Bath, Reino Unido, sugere que após a separação do supercontinente Gondwana (que há milhões de anos incluía a maior parte dos continentes atuais do hemisfério sul) uma fauna distinta de dinossauros evoluiu na áfrica.

A nova espécie, o `Chenanisaurus Barbaricus`, foi um dos últimos tipos de dinossauros na terra até à extinção da espécie e era contemporâneo do norte-americano `Tyranossaurus Rex`, refere o estudo, publicado na revista especializada Cretaceous Research.

Como pouco se sabe sobre os dinossauros que viveram na África até ao fim do período Cretáceo, há 66 milhões de anos, a descoberta é considerada importante pelos responsáveis da Universidade, que explicam que os depósitos de fosfato (usados em fertilizantes ou em bebidas de cola) são restos de um antigo fundo marinho.

No ano passado, Nick Longrich, da Universidade de Bath, estudou um fragmento raro de um osso da mandíbula que foi descoberto nas minas de Sidi Chennane, em Oulad Abdoun Basin (perto da cidade de Khouribga e que corresponde a quase metade das reservas de fosfato de Marrocos).

Em colaboração com outros especialistas de Marrocos, França e Espanha, Longrich identificou o fragmento como pertencendo a um Abelissauro. Os Abelissauros (em homenagem a Roberto Abel, do Museu Argentino de Ciências Naturais) eram carnívoros bípedes como o T.Rex e outros tiranossauros mas com um focinho mais curto e mais fraco e braços mais pequenos. Dominavam o território que é hoje essencialmente o hemisfério sul.

"Não temos praticamente nenhum fóssil de dinossauros deste período de tempo no Marrocos, pode até ser o primeiro dinossauro do fim do Cretáceo na África", disse Nick Longrich.

Fonte: RTP

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Fósseis de bisões trazem pistas da migração humana nas Américas



Humanos teriam utilizado rota alternativa para migrar entre Américas antes mesmo da abertura de um corredor sem gelo nas Montanhas Rochosas no Canadá.

Uma equipe de pesquisadores do Canadá analisou fósseis de bisões de milhares de anos atrás e descobriu pistas sobre a ocupação humana das Américas durante o pleistoceno (entre cerca de 2,6 milhões e 12.000 anos).

A pesquisa, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), contesta a hipótese de que os humanos tenham migrado do norte ao sul por uma passagem pelas Montanhas Rochosas, no Canadá. Segundo estimativa dos cientistas, esse corredor se abriu no gelo há cerca de 13 mil anos, mas, à época, o homem já havia chegado, por outro caminho, às regiões mais ao sul.

Migração – Em 1970, pesquisas identificaram que os humanos migraram da Sibéria para o Alasca por meio da chamada Ponte Terrestre de Bering, “seguindo” os passos de uma de suas principais fontes de alimentação, os bisões.

Ao pisarem em solo americano, contudo, os humanos teriam ficado “ilhados” do restante do continente por causa de uma grande placa de gelo que se estendia pelo Canadá. Pesquisadores acreditavam que, durante o pleistoceno, uma passagem teria se aberto na região onde ficam as Montanhas Rochosas, possibilitando que os humanos migrassem do norte para o sul e se espalhassem pelo continente.

Estudos iniciais de Beth Shapiro, professora de ecologia e biologia evolutiva da UC Santa Cruz e coautora da pesquisa, mostraram que, quando essa grande placa de gelo se formou onde é hoje o Canadá, os bisões já existiam na região e foram isolados em dois grupos, o do sul e o do norte.

Com o tempo, as duas populações se diferenciaram geneticamente. Por isso, identificar um bisão com DNA característico do sul na região norte (ou vice-versa) significaria que, de alguma forma, eles conseguiram vencer a barreira geográfica.

Ao analisarem a genética dos bisões e datarem os fósseis, os pesquisadores foram capazes de identificar que essa passagem entre o norte e o sul se abriu há 13.000 anos. Como há evidências de assentamento humano no Chile há 15.000 e na Flórida (a sul do Canadá) há 14.500 anos, os cientistas concluíram que essa rota não pode ter sido a primeira utilizada nas migrações humanas.

Rota alternativa – As evidências indicaram aos pesquisadores, portanto, que os humanos teriam encontrado um caminho “alternativo” ao corredor nas Montanhas Rochosas. “Quando o corredor se abriu, as pessoas já estavam vivendo ao Sul da placa de gelo. Como essas pessoas eram caçadoras de bisões, nós podemos assumir que elas tenham seguido esses animais”, afirmou Shapiro.

No entanto, como os humanos chegaram ao Sul antes mesmo de o corredor se abrir é um assunto que ainda está em discussão. Para os autores da pesquisa, uma das únicas rotas que poderiam ser feitas pelos humanos era pela costa do Oceano Pacífico; no entanto, encontrar evidências humanas nessa rota é um grande desafio, e enquanto os ossos desses humanos ancestrais não são encontrados, ainda não é possível provar essa teoria.

Fonte: Veja

terça-feira, 15 de março de 2016

Fóssil de réptil que viveu antes dos dinossauros é descoberto no Brasil


Um animal mais antigo do que os dinossauros circulou por terras brasileiras. Pesquisadores de um grupo internacional descobriram no Rio Grande do Sul um fóssil de um réptil que viveu há 250 milhões de anos na região. Sim, antes mesmos que os dinossauros aparecessem.

A nova espécie foi identificada a partir de um crânio bem preservado encontrado no início de 2015 pela equipe do Laboratório de Paleobiologia da Unipampa (Universidade Federal do Pampa) no município de São Francisco de Assis (RS).

O animal ganhou o nome de Teyujagua paradoxa e pode ajudar a explicar a evolução inicial do grupo de criaturas que originou os dinossauros, há cerca de 230 milhões de anos.

"O Teyujagua é bem diferente de outros fósseis de mesma idade. Sua anatomia mostra que este animal era um intermediário entre répteis primitivos e os arcossauriformes, grupo bastante diversificado que inclui todos os dinossauros extintos, além das aves e jacarés atuais", explicou Felipe Pinheiro, professor da Unipampa e coautor do trabalho.

Como era o antigo morador do Brasil

Teyujagua, nome do animal, significa "réptil feroz" na língua guarani. De acordo com a pesquisa, ele era um animal quadrúpede com cerca de 1,5 m de comprimento. O réptil provavelmente era carnívoro, fato indicado pela formação dos dentes serrilhados.

As narinas características de bichos semiaquáticos mostram que o animal provavelmente vivia às margens de rios e lagos, caçando anfíbios primitivos e pequenos répteis.

A descoberta da nova espécie mostra que os animais do tipo arcossauros se tornaram diversos após um grande evento de extinção há 252 milhões de anos. Tal extinção eliminou 90% de todos os seres vivos e foi provocada pelo efeito estufa oriundo de erupções vulcânicas na Rússia.

O despovoamento do planeta fez alguns grupos de animais crescerem em número e diversidade, mas os os arcossauros, que deram origem a dinossauros, pterossauros e crocodilos, se tornaram dominantes mais tarde.

Novas escavações estão sendo feitas na região onde o fóssil foi encontrado, e outros objetos já foram desenterrados. A pesquisa inclui cientistas e paleontólogos de três universidades brasileiras e um pesquisador do Reino Unido. O estudo foi publicado no periódico científico Scientific Reports, do grupo Nature.

Fonte: UOL

Fósseis de répteis em âmbar revelam segredos da evolução



Como em "Parque dos Dinossauros", preservação em âmbar lança revolução no estudo das espécies animais. Achado do Sudeste da Ásia expõe parentescos insuspeitados e confirma importância dos trópicos para a biodiversidade.

Um pequeno animal morre preso na resina de uma árvore conífera e é hermeticamente envolvido pela substância viscosa e estéril. Passados alguns milhões de anos, a resina se fossiliza, transformando-se em âmbar, e o cadáver em seu interior tem grandes chances de estar preservado de maneira perfeita.

Esse processo paleontologicamente tão importante é o que estimulou a imaginação dos criadores da franquia O Parque dos Dinossauros, em que o sangue de uma espécie extinta, sugado por um mosquito e mantido intacto pelo âmbar, é usado na clonagem de novos espécimes. O resto é ambição humana e puro azar.

Numa mina em Mianmar

Décadas atrás, 12 fósseis em âmbar de lagartos foram encontradas numa mina em Mianmar, no sudeste da Ásia. Três deles - um geco, uma lagartixa e um camaleão - estavam especialmente bem conservados. Segundo os especialistas que recentemente tiveram a chance de examiná-los detalhadamente, os restos fornecem instantâneos da história evolutiva dos répteis, representando verdadeiros elos perdidos.

"Estes fósseis nos contam muito sobre a extraordinária, mas até então desconhecida, diversidade dos lagartos nas florestas tropicais arcaicas", afirma Edward Stanley, herpetologista do Museu de História Natural da Flórida e coautor de um estudo na revista Science Advances.

Os exemplares chamaram sua atenção depois que um colecionador particular os doou ao Museu Americano de História Natural. Ao submetê-los à tomografia computadorizada, Stanley reuniu indícios há muito procurados sobre como as diferentes espécies de répteis emergiram de ancestrais comuns.

"O contingente fóssil dos pequenos lagartos é esparso, já que sua pele delicada e ossos frágeis normalmente não resistem à passagem do tempo, sobretudo nos trópicos. Em geral temos uma pata ou outra pequena parte preservada em âmbar. Mas aqui são espécimes completas, com garras, as partes carnosas dos dedos e até escamas coloridas perfeitamente intactas. Isso os transforma numa janela extremamente rara e única para um período crítico da diversificação das espécies."

Bebê-camaleão mais velho do mundo

Os fósseis foram minuciosamente comparados a outros répteis, existentes e extintos. Stanley constatou que um deles, um filhote de camaleão medindo menos de dois centímetros, era cerca de 78 milhões de anos mais antigo do que as espécies conhecidas.

O exame do geco (ou osga) revelou que ele desenvolvera muito antes do que se pensava as patas adesivas que permitem à espécie caminhar sobre superfícies verticais.

As novas espécies serão denominadas e descritas em maior detalhe num estudo futuro. Stanley enfatiza que o achado demonstra o valor de habitats naturais estáveis: "Estes exemplos de diversidade passada, maravilhosamente preservados, nos mostram por que deveríamos estar protegendo essas áreas, onde seus parentes modernos vivem hoje."

Tal significado biológico se aplica em especial às zonas tropicais, "Os trópicos geralmente funcionam como um refúgio estável, onde a biodiversidade tende a se acumular, enquanto outros locais são mais variáveis em termos de clima e espécies. No entanto os trópicos não são imunes aos esforços humanos para destruí-los", adverte o herpetologista americano.

Fonte: UOL

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Fóssil de peixe de quase 130 milhões de anos é achado na Colômbia


Um fóssil de peixe com aproximadamente 130 milhões de anos foi encontrado durante obras da construção da Rota do Sol na localidade de La Calichosa, em Curumaní, no departamento de Cesar, norte da Colômbia.

O animal viveu nos períodos Jurássico e Cretáceo e, segundo paleontólogos russos, é o primeiro exemplar da espécie encontrado na Colômbia.

Uma equipe de arqueólogos da Consol (Consecionária da Rota do Sol) foi ao local para tomar as medidas preventivas necessárias a assegurar sua correta extração e preservação, acrescentou nota emitida pela empresa.

Depois das pesquisas, o fóssil será exibido no Museu Arqueológico de Curumaní, cuja remodelação foi inaugurada dia 15 e que abrigará vestígios arqueológicos da região.

Fonte: UOL

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Mini T. Rex foi descoberto no País de Gales


O Dracoraptor teria cerca de 70 cm de altura e dois metros de comprimento

Investigadores britânicos anunciaram a descoberta de um novo dinossauro carnívoro encontrado no sul do País de Gales e dizem que é provavelmente o mais antigo exemplar do Jurássico encontrado no Reino Unido.

O pequeno dinossauro, chamado Dracoraptor hanigani, foi descoberto em 2014, numa praia perto de Penarth, depois de uma derrocada numa arriba. Segundo os investigadores, viveu no início do Jurássico, há cerca de 200 milhões de anos.

Depois de analisarem os fósseis, os investigadores concluíram que se trata de uma nova espécie, num artigo agora publicado no PLOS ONE. Chamaram-lhe Dracoraptor hanigani - sendo que dragão é o símbolo nacional de Gales e hanigani é uma homenagem aos dois irmãos que descobriram o fóssil, Nick e Rob Hanigan.

O Dracoraptor teria cerca de 70 cm de altura - como um pastor alemão - e dois metros de comprimento, com uma longa causa, como um mini T. Rex. Era carnívoro e pertencia ao grupo dos terópodes. Os investigadores pensam que este exemplar ainda não era adulto.

Fonte: DN

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Encontrado fóssil do maior crocodilo de água salgada que já viveu


Na porção do Deserto do Saara que fica na Tunísia, uma equipe de paleontólogos italianos descobriu em dezembro de 2014 um fóssil da maior espécie de crocodilo de água salgada já encontrada até hoje, que foi batizada de Machimosaurus Rex.

O animal era tão grande que deveria pesar por volta de 3 toneladas, media mais de 9 metros de extensão, e só a sua cabeça tinha 1,5 metro de comprimento.

A descoberta, publicada recentemente na revista científica Cretaceous Research, foi feita pelo time liderado por Federico Fanti, pesquisador da Universidade de Bolonha, graças ao apoio do Comitê de Exploração e Pesquisa da National Geographic Society.

O fóssil, que media quase o tamanho de um ônibus, estava enterrado sob poucos centímetros de areia do deserto, e, além dele, foram encontrados restos de outras criaturas da mesma época, como tartarugas e peixes, que provavelmente serviam de alimento para o animal colossal.

O local do achado, que um dia já foi um lago com acesso ao oceano, permitia que o M. Rex caçasse tanto dentro da água quanto em seus arredores, onde ele provavelmente pegava de surpresa animais que vinham parar perto das margens.

Comparada com as espécies que existem hoje, a proporção dos dentes em relação à cabeça desse animal pré-histórico indica que ele possuía uma mordida extremamente poderosa e provavelmente estava no topo da cadeia alimentar daquela região.

A escavação para retirar apenas os sedimentos que cobriam a cabeça do M. Rex levou dois dias. Mas essa descoberta é maior do que simplesmente o achado de uma espécie nova, uma vez que a época em que esse animal viveu não bate com teorias anteriores da paleontologia.

Acreditava-se que o grupo de crocodilos em que o Machimosaurus se enquadra tenha sido extinto há cerca de 150 milhões de anos, mas a datação do fóssil indica que ele viveu 130 milhões de anos atrás.

Uma suposta extinção em massa entre os períodos Jurássico e Cretáceo teria eliminado um grande número de espécies marinhas, mas o M. Rex é prova de que esse conceito está pelo menos parcialmente errado. Para Fanti, isso significa que os paleontólogos precisam revisar e entender melhor o que de fato aconteceu naquela época.

Fonte: Megacurioso

Mar virou deserto: fóssil de baleia de 33 milhões de anos é exposto no Egito



O maior fóssil intacto da baleia "Basilosaurus isis" é exposto no Museu de Fósseis e Mudanças Climáticas Wati El Hitan, no oásis de Fayoum, no Egito.

O governo inaugurou o primeiro museu de fósseis no Oriente Médio no local considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, na tentativa de atrair turistas, afugentados pelos recentes ataques de radicais no país. O animal foi um cetáceo pré-histórico que viveu entre 34 e 39 milhões de anos atrás, considerado antigo parente dos golfinhos e baleias atuais.

Este fóssil gigante é de uma baleia e está exposto do lado de fora do Museu de Fósseis e Mudanças Climáticas Wati El Hitan, no oásis de Fayoum, no Egito.

O local foi construindo no chamado Vale das Baleias, localizado a cerca de 170 km de Cairo. O Museu de Fósseis e Mudanças Climáticas Wati El Hitan tem um formato interessante e fica no oásis de Fayoum, no Egito, local considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Nele, estão expostos fósseis gigantes de baleias e outros animais pré-históricos. É uma tentativa do governo egípcio de atrair turistas, afugentados pelos conflitos armados ocorridos no país.

Visitante observa fóssil gigante de uma baleia "Basilosaurus isis" exposta no Museu de Fósseis e Mudanças Climáticas Wati El Hitan, durante a sua inauguração, no oásis de Fayoum, no Egito, local considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Fonte: UOL

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pegadas preservadas revelam dança do acasalamento de dinossauros


Paleontólogos descobrem local que animais usavam para ritual reprodutivo. Sinais encontrados no Colorado são semelhantes aos de aves modernas.

Dinossauros que habitaram o planeta há cerca de 100 milhões de anos tinham rituais de acasalamento que envolviam coreografias similares às de algumas aves de hoje, afirma um novo estudo.

A conclusão saiu da descoberta de um sítio paleontológico com marcas de pegadas de dinossauros regulares no estado do Colorado, nos EUA. As marcas preservadas em arenito numa área de 720 m² são 60 sulcos paralelos, similares aos padrões deixados no solo por animais como papagaios-do-mar e avestruzes.

Os dinossauros responsáveis pelas marcas são do tipo terópode, que englobava os tiranossauros e outros animais menores de postura semelhante.

Segundo os autores do estudo, liderados por Martin Lockley, da Universidade do Colorado, o local descoberto era provavelmente uma "arena" que terópodes de várias espécies usavam para o ritual de acasalamento.

Um artigo técnico descrevendo a descoberta foi publicado pela revista "Scientific Reports".

Fonte: G1

Universidade Nova de Lisboa confirma duas espécies de dinossauros carnívoros


Investigação confirma existência de duas espécies de dinossauros que existiram em Marrocos há cerca de 100 milhões de anos.

Um estudo sobre dinossauros carnívoros confirmou a existência de duas espécies de espinossauros em Marrocos durante o Cretáceo, período da era Mesozoica, há cerca de cem milhões de anos, anunciou hoje à Lusa o paleontólogo Octávio Mateus.

Octávio Mateus, Christophe Hendrickx e Eric Buffetaut foram os três investigadores do estudo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL), elaborado através de "comparação anatômica muito detalhada" de "ossos de seis espinossauros diferentes", encontrados em Marrocos e presentes em vários museus da Europa.

Segundo o paleontólogo Octávio Mateus, o estudo revelou que existem "duas espécies de espinossauros e tinham uma forma de alimentação muito peculiar, comparável com os pelicanos atualmente".

Publicado esta semana na revista científica PLOS ONE, este estudo vem contradizer um artigo do paleontólogo Nizar Ibrahim, da Universidade de Chicago, de 2014, que sugeria que havia apenas uma espécie de espinossauros -- dinossauros carnívoros --, disse Octávio Mateus.

"Esclarecemos que, afinal, há duas espécies de 'espinossauros' em Marrocos. Isto levanta questões quanto à reconstituição dos dinossauros", afirmou o paleontólogo português, professor na FCT-UNL.

De acordo com o investigador, as duas espécies identificadas são o 'spinosaurus aegyptiacus' e o 'sigilmassasaurus brevicollis', distinguindo-se entre si por "várias diferenças nos ossos cranianos", nomeadamente, num osso chamado osso quadrado, que é bem mais robusto em 'spinosaurus' e com côndilos mais conspícuos em 'sigilmassasaurus'.

A primeira espécie identificada pelos paleontólogos foi o 'spinosaurus aegyptiacus', um dinossauro semiaquático e um dos maiores predadores terrestres.

O estudo revelou que "esta linhagem de dinossauros predadores que levou ao 'spinosaurus' pode ser rastreada até ao período Jurássico, tendo, gradualmente, adaptando-se a um novo estilo de vida semiaquático".

Para o paleontólogo Octávio Mateus, os ossos destes dinossauros, conhecidos como 'espinossauros' e que se alimentavam de peixes, mostram que "a mandíbula destes animais abria lateralmente para melhor abranger a presa".

"Os 'spinosaurus' eram animais piscívoros muito estranhos, com um crânio semelhante ao de um crocodilo, focinho longo, estreito e dentes cônicos", explicou o investigador.

Com base em materiais fósseis da mesma região de Marrocos, o 'spinosaurus' foi recentemente considerado por outros paleontólogos como um animal quadrúpede com ossos densos e pernas curtas adaptadas à natação, ao que este estudo lança dúvidas sobre o rigor dessa informação.

O estudo da FCT-UNL decorreu durante cinco anos e "faz parte de uma estratégia de estudo sobre dinossauros carnívoros", esclareceu o paleontólogo Octávio Mateus.

Fonte: DN

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Possível carapaça de gliptodonte é encontrada na Argentina



Uma carapaça de um metro de comprimento e dois metros de diâmetro foi encontrada em um córrego perto de Buenos Aires, e está sendo investigado se corresponde a um Gliptodonte pré-histórico - informou nesta terça-feira o homem que descobriu o objeto.

"Eu a vi quando passava na estrada e pensei que era uma parte de um veículo", contou José ao canal Todo Noticias sem mencionar seu sobrenome, ao lado do riacho onde houve a descoberta, a 40 quilômetros ao sul da capital da Argentina.

O homem disse que quando se aproximou e começou a cavar pensou "que era uma pedra, mas à medida em que avançava foi aparecendo a carapaça, e cavei com uma pá e depois com as mãos".

A descoberta ocorreu em 25 de dezembro e a polícia foi alertada, garantiu a proprietária do campo de cinco hectares, atravessado pelo córrego onde está a casca.

No entanto, ela lamentou que nenhuma equipe científica tenha ido ao local, já que a carapaça começou a rachar depois de ser deixada ao ar livre, sem a lama que a cobria até agora.

"Parece um fóssil pré-histórico. Se observa uma casca completa, e poderia ser de um Gliptodonte, que viveu nos Pampas há dois milhões de anos atrás", disse a paleontóloga Laura Cruz com base em imagens de vídeo amador.

A especialista disse que "a casca é impressionante, pois está completa".

Lembrou que os Gliptodontes, ancestrais dos tatus, são "parte da megafauna que viveu no continente" sul-americano, eram herbívoros e chegaram a pesar uma tonelada.

Fonte: Isto É Dinheiro

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Cientistas acreditam ter desvendado mistério de dois séculos sobre fóssil


Cientistas fizeram uma reconstituição de como se movimentava um antigo réptil marinho, que povoava os oceanos na época dos dinossauros.

E de quebra, podem ter resolvido um debate que já dura 200 anos: segundo simulações de computador, o plessiossauro, predador marinho que já se especulou ser o monstro do Lago Ness, nada de forma semelhante a um pinguim - basicamente, usa apenas os membros dianteiros como propulsores e as traseiras como lemes, tal como fazem as aves marinhas.

A movimentação do animal era uma fonte de mistério e discórdia na comunidade científica desde que o primeiro fóssil de plessiossauro fora escavado em um despenhadeiro da região britânica de Dorset, em 1821, pela exploradora Mary Anning - em uma época em que sequer o nome dinossauro havia sido definido.

Anos mais tarde, um estudo relatando a descoberta levantou a questão sobre como a criatura nadava, já que suas quatro nadadeiras pareciam asas.

Os paleontólogos se dividiram em duas correntes: uma sugerindo que ele se movia feito um barco, usando as quatro nadadeiras como "remos"; outra, sugerindo que ele se moveria como pinguins ou tartarugas; ou uma combinação de ambos.

Agora, a simulação de computador baseada na análise do fóssil jurássico indica que o movimento se parece ao do pinguim.

"Nosso estudo sugere que um movimento vertical é o mais provável, como se o animal 'voasse' na água", explica Adam Smith, do Museu de História Natural de Nottingham, um dos participantes do estudo, que foi publicado na revista científica PLOS ONE.

A animação por computador foi feita a partir de análises de um fóssil de plessiossauro encontrado na Alemanha, o mais completo já encontrado até hoje e o único com as quatro "asas" preservadas. A criatura media apenas 3m de comprimento - alguns plessiossauros poderiam ser cinco vezes maiores.

Smith trabalhou com cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA, e os especialistas concluíram que as nadadeiras traseiras do plessiossauro tinham pouco empuxo, sendo usadas especificamente para dar mais estabilidade e servir de leme.

Os plessiossauros eram vorazes répteis marinhos que viveram há centenas de milhões de anos. Paleontólogos acreditam que eles matavam suas presas por afogamento e giravam na água para desmembrá-las.

"Eles provavelmente faziam os mesmo que os crocodilos de hoje. Isso faria com que os membros traseiros fossem usados para fazer plessiossauros mais ferozes girarem", acredita David Martill, da Universidade de Portsmouth.

Fonte: BBC

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Pássaros se originaram na América do Sul e se espalharam por todo o mundo


O evento ocorreu há 90 milhões de anos e as espécies se diversificaram em paralelo à deriva continental e às sucessivas mudanças climáticas.

As mais de 10.000 espécies de aves modernas que sobrevoam os céus do planeta procedem de ancestrais comuns que, há cerca 90 ou 100 milhões de anos, saíram do que hoje é a América do Sul.

Um novo estudo que combina evolução genética e registro fóssil sustenta que a expansão e diversificação dos pássaros pelo resto do mundo aconteceu por duas rotas opostas, marcadas pela deriva dos continentes e pelas sucessivas mudanças climáticas.

Sobre a origem das aves modernas, ou neornithes, quase não há certezas. A ciência considera provado que elas procedem de dinossauros terópodes, e aí termina o consenso.

Os primeiros pássaros, já diferenciados dos sáurios, apareceram no Cretáceo, mas esse é um período geológico tão grande que permite que alguns cientistas defendam a teoria de que há 170 milhões de anos já havia aves na Terra, enquanto outros atrasam sua aparição a 67 milhões de anos atrás.


Sua distribuição geográfica original é outro fator de discórdia, e mais ainda, definir quando começaram sua diversificação e expansão. Um dos problemas para seguir a pista das aves é a irregular distribuição dos registros fósseis.

De maneira comparativa a outros períodos, há menos fósseis do Cretáceo, quando América do Sul, Antártida e Austrália formavam o grande bloco continental Gondwana, na parte sul do planeta, enquanto América do Norte, Europa e Ásia integravam Laurásia, no norte.

Esse fator dava força à tese da origem nortista dos pássaros. Além disso, independentemente de sua localização, a maior parte dos fósseis encontrados não são do Cretáceo, mas do período seguinte, o Paleógeno, depois da extinção dos dinossauros.

"Com muito poucas exceções, os fósseis das aves modernas encontrados são posteriores à extinção do Cretáceo-Paleogeno", afirma o pesquisador do Museu de História Natural de Nova York, o uruguaio Santiago Claramunt. Isso levou muitos especialistas a sustentar a teoria de que a diversificação das aves não aconteceu até essa extinção, conhecida como evento K-Pg e que acabou com 75% das espécies do planeta, possivelmente pelo impacto de um meteorito.

O desaparecimento dos dinossauros deixou um espaço que outros animais, como os mamíferos e as aves, até então relegados na pirâmide ecológica, souberam aproveitar.

Claramunt e o também pesquisador de aves do Museu de História Natural de Nova York Joel Cracraft criaram uma nova árvore temporal das aves combinando o registro de fósseis e dados genéticos de 230 espécies, representando quase todas as famílias de aves atuais.

Há determinadas sequências de DNA que mudam de forma constante, mas lentamente, o que, ao comparar espécies extintas conectantes, permite obter um relógio molecular que mede a divergência entre espécies. Os resultados, publicados por Science Advances, permitem que o ornitólogo afirme: "Nosso trabalho, que coincide com estudos prévios, baseados em DNA, defende que os pássaros começaram a se diversificar antes da extinção em massa".

Concretamente, as aves começaram a dominar os céus há cerca de 95 milhões de anos, 30 milhões antes que o meteorito ou asteroide pusesse um fim ao Cretáceo e, também, aos dinossauros terrestres. Remontando esta árvore das aves até chegar às suas raízes, os pesquisadores chegaram à América do Sul.

"O que fizemos nesse artigo é uma estimativa da localização geográfica dos ancestrais das aves modernas, utilizando a árvore evolutiva junto com informações da distribuição de fósseis e aves atuais", explica Claramunt.

"O resultado é um claro sinal de que as aves modernas se originaram na América do Sul, ou, pelo menos, nas porções ocidentais de Gondwana, que estavam conectadas nessa época", acrescenta.

Isso significa que as aves atuais, desde as Palaeognathae, como os avestruzes ou o extinto moa gigante, até as Neoaves, passando pelas Galloanserae - que incluem as aves de curral e as aquáticas -, compartilham um ancestral comum que voava pelos cálidos céus da América tropical.

Partindo da América do Sul, e após a grande extinção, as aves se espalharam pelo resto do planeta por duas rotas principais, segundo os autores deste estudo.

"Nos tempos do ancestral comum mais próximo de todas as aves, no princípio do período Cretáceo, segundo nossa nova estimativa, o supercontinente sulista de Gondwana já tinha começado a se fragmentar. África e Índia, já haviam se separado, enquanto outros continentes ainda não. América do Sul, Austrália e Zelândia estavam conectados através da Antártica, que, nessa época, tinha um clima benigno", comenta o especialista uruguaio.

A mais problemática é a rota de expansão pelo norte, que levou as aves à América do Norte e à Eurásia. A história geológica da Terra mostra que os continentes se unem e se separam a cada 250 ou 300 milhões de anos.

A reunificação continental mais recente das duas Américas aconteceu há cerca de 13 milhões de anos, ou seja, muito depois de os pássaros povoarem o hemisfério norte. Para os pesquisadores está clara a possibilidade da existência de um corredor entre ambas as Américas quando a do Norte ainda estava unida à Europa.

Outro elemento que analisaram é a grande diversidade de espécies de aves existentes, mais de 10.000 catalogadas até agora. Esta diversificação não é de agora, mas também não se deveria, segundo os autores do estudo, a uma espécie de Big Bang aviário após o evento K-Pg. As causas são endógenas.

"Nossos resultados revelam que a mudança climática é a grande responsável pela diversificação das aves", comenta Claramunt. Segundo seu trabalho, quando o planeta se esfria, as taxas de diversificação aumentam e o processo se inverte quando o planeta se aquece.

"Acreditamos que isso é a consequência da retração e da fragmentação de biomas tropicais durante longos períodos de esfriamento, o que geraria isolamento de povoações e especiação. Não descartamos a ocorrência de algum efeito adicional ao evento da extinção que acabou com os dinossauros, mas o efeito climático é claro e explica a dinâmica evolutiva das aves desde o Cretáceo até o presente".

Fonte: El País

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Ossos encontrados na Espanha revelam novo dinossauro



Paleontólogos descobriram na Espanha a ossada de uma espécie até hoje desconhecida de dinossauros, que tem a espinha dorsal saliente na forma de uma vela, revela um estudo publicado na quarta-feira.

Chamado Morelladon beltrani, o novo dinossauro pertence ao grupo dos 'iguanodons' e viveu na Península Ibérica há 125 milhões de anos, diz o estudo publicado na revista PLoS ONE, da Public Library of Science, com sede na Califórnia.

Medindo cerca de seis metros de comprimento e 2,5 metros de altura, a criatura tinha um tamanho mediano em comparação com os dinossauros de seu tempo.

Mas ele tinha uma característica marcante: uma coluna saliente que, coberto com pele, dava-lhe a aparência de estar usando um "véu" na parte traseira. Esta protuberância pode ser usada para regular sua temperatura corporal ou armazenar gordura, como as corcovas dos camelos.

Os ossos foram encontrados numa pedreira da argila vermelha incluindo vários ossos das costas e da pelve; além de 14 dentes - dentre os quais apenas um ficou inteiramente preservado.

Eles foram descobertos no leste da Espanha, em uma região a sudoeste de Barcelona, ​​onde muitas pedreiras estão instalados para a fabricação de telhas e os famosos azulejos espanhóis.

Seu nome é uma homenagem ao lugar de sua descoberta, Morella, incorporando a palavra grega para dente, "odon", assim como Victor Beltran, um dos antigos funcionários da pedreira Mas de la Parreta, "por seu empenho e cooperação na descoberta de diferentes locais de fósseis", escreveram os autores do estudo.

Esta descoberta ressalta a existência de um grupo "particularmente variado" de dinossauros de grande e médio tamanho que viveram no leste da península ibérica há cerca de 125 milhões de anos, segundo os autores.

Fonte: Yahoo!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Plesiossauro enorme é descoberto na Patagônia



Um dos maiores e mais completos esqueletos de plesiossauro, o réptil marinho de pescoço comprido da era dos dinossauros, foi encontrado na Patagônia.

O animal ainda está sendo escavado pelo paleontólogo Fernando Novas, do Museu Bernardino Rivadavia de Ciências Naturais em Buenos Aires, na Argentina.

Gigante

O animal nadava nas águas que agora são da Patagônia Argentina, cerca de 65 milhões de anos atrás. O plesiossauro viveu durante o Cretáceo, cerca de “30 minutos antes da queda do asteroide”, brincou Novas.
As suas quatro nadadeiras medem, cada uma, mais de 1,30 metro de comprimento, e seu corpo inteiro se estendia por cerca de 7 metros quando vivo.

A descoberta

Em 2009, Novas recebeu uma dica que o levou, juntamente com colegas, a escavar a criatura perto da costa do Lago Argentino, na província patagônica de Santa Cruz.

Depois de obter a permissão do proprietário da terra onde o animal se encontrava, Gerardo Povazsán, um pequeno grupo de paleontólogos começou a trabalhar, criando uma barreira circular de sacos de areia ao redor da criatura e drenando a água do lago.

Com a ajuda de um trator doado, os fósseis foram carregados a um caminhão e transportados para Buenos Aires. Os pesquisadores continuam a analisar os restos em laboratório, mas já descobriram um fato intrigante: o plesiossauro tem um pescoço longo.

“A América do Norte está mais familiarizada com os plesiossauros de pescoço longo, mas aqui estamos mais familiarizados com os plesiossauros de pescoço curto, que datam do período Cretáceo. Este é um dos poucos casos em que descobrimos uma exceção aos nossos padrões do sul”, afirmou Novas.

Árvore genealógica réptil

Uma vez que escavarem totalmente os ossos, os pesquisadores planejam descrever a nova espécie e comparar a sua anatomia com a de outros plesiossauros, para que possam criar uma árvore genealógica desses répteis (apesar do “sauro” no seu nome confundir as coisas, plesiossauros não são dinossauros. Sua alcunha, de fato, significa “quase lagarto”).

Fonte: Hypescience

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Estranha criatura marinha possuía sistema de alimentação que intriga os cientistas


O Tribrachidium, uma bizarra criatura marinha que viveu há cerca de 550 milhões de anos, é diferente de qualquer organismo moderno. Uma nova pesquisa sugere que ela se alimentava de partículas em suspensão encontradas na água.

Uma nova pesquisa revelou que a estranha criatura cuja forma não se assemelha a de nenhum organismo vivo na Terra, provavelmente usava seu formato peculiar para alimentar-se; ela extraía as partículas suspensas na água.

O Tribrachidium era um organismo que habitava as águas menos profundas do oceano há cerca de 550 milhões de anos durante os últimos anos do período Ediacara. Seu formato era redondo e ele tinha três protuberâncias que mais pareciam tentáculos, localizadas no núcleo superior e plano de seu corpo.

Estranhamente, o Tribrachidium tinha simetria tripla, ou seja, três segmentos idênticos. Para que tenhamos uma ideia, os seres humanos têm simetria dupla ou bilateral, e a estrela do mar tem uma simetria quíntupla. Nenhum organismo vivo da atualidade possui simetria tripla.

“Visto que não temos nenhum elemento moderno que possa ser usado como referência, é realmente difícil descobrir como funcionava esse organismo quando estava vivo. Não sabemos como ele se movia — se é que fazia isso — como se alimentava nem como se reproduzia”, disse Imran Rahman, um dos pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e líder do estudo.

Rahman e seus colegas usaram uma técnica computacional chamada dinâmica de fluídos para mostrar que o Tribrachidium alimentava-se de partículas orgânicas que flutuavam na água. Algumas espécies marinhas modernas se alimentam dessa maneira, entre elas as frágeis estrelas do mar, vários crustáceos e moluscos bivalves.

O Tribrachidium viveu há 40 milhões de anos antes da Explosão Cambriana, quando a vida na Terra se expandiu e se diversificou de forma relativamente rápida. Segundo revelou Rahman à Ciência Viva, antigamente, os cientistas pensavam que os organismos do período Ediacara eram muito simples.

No entanto, as novas descobertas revelaram um quadro bastante mais complexo desse período de tempo. É possível que o Tribrachidium tenha até mesmo produzido alterações em seu ambiente.

A alimentação suspensa “mobiliza o material orgânico que está sendo transportado pela coluna de água”, disse Rahman. “Além disso, ela pode aumentar a passagem da luz solar através da água e aumentar poderosamente a oxigenação.”

Não há nenhuma evidência de que o Tribrachidium podia locomover-se, por isso os pesquisadores pensam que talvez ele se alimentasse de duas maneiras: por osmotrofia, ou pela absorção dos nutrientes dissolvidos na água. O estudo concluiu que ele também era capaz de capturar e digerir partículas maiores ao praticar a alimentação suspensa.

Para desmistificar os hábitos alimentares do Tribrachidium, Rahman e seus colegas criaram um modelo digital 3D do organismo, baseado no molde obtido de um fóssil encontrado no sul da Austrália (Fósseis do Tribrachidium também foram encontrados na Rússia e na Ucrânia).

Logo depois eles submeteram esse modelo digital a correntes virtuais, replicando o que teria sido seu ambiente no fundo dos mares de pouca profundidade.

As correntes desaceleravam quando atingiam o Tribrachidium e formavam redemoinhos ao redor do organismo. Esses turbilhões serviam para fazer com que a água circulasse novamente em direção ao Tribrachidium e se dirigisse para as reentrâncias existentes entre seus três braços simétricos.

É provável que a gravidade dirigisse todas essas partículas suspensas na água diretamente para essas fendas, permitindo que o Tribrachidium as captasse e se alimentasse com elas.

Uma simulação do Tribrachidium, feita por computador, mostra o fluxo de água sobre a parte superior de uma reconstrução 3D virtual desse organismo.

“Isso é realmente emocionante, porque até pouco tempo nós realmente não tínhamos nenhuma evidência forte de que os organismos desse período se alimentavam através de partículas suspensas na água,” diz Rahman.

Outras criaturas do período Ediacara continuam sendo um mistério, com seus formatos igualmente estranhos. Algumas como o Tribrachidium têm forma de disco, disse Rahman, já outras parecem folhas. Ele disse que gostaria de usar técnicas semelhantes de dinâmica de fluídos para descobrir como essas criaturas poderiam ter se alimentado.

“Esta abordagem tem sido muito valiosa para nós em nossa tentativa de entender esses organismos altamente misteriosos e enigmáticos,” disse Rahman.

A pesquisa foi publicada com detalhes na edição de 27 de novembro da revista Science Advances.

Fonte: Yahoo!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Cientistas israelenses descobrem como os ancestrais comiam há 400 mil anos


Dentes humanos encontrados em uma caverna em Israel, usada por nossos ancestrais há 400 mil anos, jogam luz sobre os costumes pré-históricos de alimentação, muito distantes de como comemos atualmente em torno de uma mesa.

Uma equipe da Universidade de Tel Aviv analisou meticulosamente dentes humanos pré-históricos encontrados na caverna de Qesem, localizada no centro de Israel em 2000, e elaborou a partir deles o padrão de comportamento sobre o que os nossos ancestrais comiam, com que potência mastigavam e como cortavam os alimentos antes de levá-los à boca.

O desgaste e pequenas fissuras presentes nos dentes permitiram que os cientistas reconstruíssem como os alimentos eram cortados em pequenos pedaços antes de serem ingeridos.

O procedimento consistia em pegar um pedaço de carne de tamanho considerável com uma mão e mordê-lo com força em uma das extremidades. Com a outra mão, se usava pedras com bordas afiadas para cortá-la ou rasgá-la, fazendo com que, dessa forma, o indivíduo pudesse ingerir um pedaço razoável.

A estratégia, porém, tinha seus riscos. E os menos experientes poderiam acabar cortando as bochechas, gengivas e até mesmo os próprios dentes, provocando as fissuras que despertaram a curiosidade dos pesquisadores.

"Vimos que havia pequenos cortes na parte exterior do dente e que foram feitas com ferramentas como rochas duras ou sílica, com as quais cortavam a comida e, na 'manobra', podiam se machucar", explicou à Agência Efe Rachel Sarig, antropóloga e dentista da Universidade de Tel Aviv, que liderou o estudo publicado neste mês na revista científica "Quaternary International".

Graças às marcas deixadas nos dentes pelos primitivos utensílios de cozinha, analisadas com microscópios eletrônicos, os pesquisadores foram capazes de reconstruir o padrão de comportamento da alimentação, garantiu a cientista.

O estudo analisou 13 dentes pertencentes a 12 indivíduos diferentes, em sua maioria crianças ou jovens adultos.

A grande quantidade de arranhões, sua forma e localização similar levaram a equipe a descartar a possibilidade de que as marcas fossem feitas após a morte por animais ou fenômenos naturais.

Outra das conclusões sugere que os hominídeos empregavam uma grande potência para mastigar: "Tinham músculos muito desenvolvidos e isto se deve à combinação de comidas duras e uma alta capacidade muscular".

Fonte: Terra

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Achado fóssil chave para entender árvore genealógica de mamíferos


Com tecnologias como as tomografias computadorizadas e a impressão 3D, uma equipe de cientistas afirmou recentemente que havia resolvido um mistério sobre a árvore genealógica dos mamíferos que começou com um único dente há mais de um século e meio.

O dente, encontrado na Alemanha em 1847, era pequeno e tinha uma forma distinta -ficava entre um dente de réptil e um de mamífero.

Fósseis desse tipo foram encontrados por toda a Europa, mas em todas as ocasiões tratava-se apenas de um dente isolado. Os cientistas chamaram esse grupo de animais de haramiyida –o termo árabe para "trapaceiro".

Os dentes estavam presos a rochas de até 210 milhões de anos, o momento em que os primeiros ancestrais dos mamíferos estavam surgindo.

Os pesquisadores encontraram um espécime particularmente intrigante, que eles chamaram de Haramiyavia. "Avia" significa "avó" em latim –aquela era a avó do trapaceiro. A parte da mandíbula que foi encontrada revelou que o animal era de fato um protomamífero.

O que ainda não estava claro era se o Haramiyavia fazia parte direta da árvore genealógica dos mamíferos -o que colocaria seu surgimento há mais de 200 milhões de anos –ou se aquele se tratava de um galho surgido antes dos ancestrais comuns de todos os mamíferos, que de acordo com os paleontólogos teria dado origem aos primeiros mamíferos há cerca de 170 ou 160 milhões de anos.

A retirada de ainda mais pedra do calcário que abrigava a mandíbula colocaria em risco o fóssil frágil. Por isso, os cientistas resolveram usar um tomógrafo para observar o interior da rocha, com a mandíbula quase completa e ainda cheia de dentes.

"Isso era inimaginável", afirmou Zhe-Xi Luo, da Universidade de Chicago.

A conclusão: o Haramiyavia, e portanto toda o grupo dos haramiyids, não era mamífero, mas fazia parte de outro galho mais antigo na história da evolução.

As principais evidências citadas por eles e publicadas na segunda-feira na revista científica "PNAS" é uma espécie de cavidade na mandíbula inferior do Haramiyavia.

Nos mamíferos essa cavidade não existe, já que os dois ossos ligados à cavidade migraram para o ouvido médio, onde passaram a fazer parte do mecanismo auditivo. (Pássaros e répteis contam com apenas um osso no ouvido médio.)

A partir das imagens da mandíbula e dos dentes, os pesquisadores criaram ampliações tridimensionais dos fósseis, estudando-as como peças de um quebra-cabeças para ver como elas se encaixavam.

O Haramiyavia, que tinha poucos centímetros de comprimento e a aparência de um roedor, se alimentava de plantas, amassando o alimento com seus dentes largos.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 22 de novembro de 2015

Raros no país, ovos de dinossauros são exibidos em Uberaba


A partir da descoberta é possível avaliar a espécie que os botou.

Dois ovos de dinossauros encontrados em Uberaba estão criando expectativas para impulsionar os estudos de espécies pré-históricas. Um dos ovos permanece preservado e se tornou rocha devido à sedimentação. O outro ovo apresenta esmagamento e está esférico em 50%.

Os achados datam de, no mínimo, mais de 74 milhões de anos e têm entre 13 em e 15 cm de diâmetro. Os fósseis foram apresentados ontem, no bairro rural de Peirópolis, que abriga importante sítio paleontológico.

Há alguns meses, um anônimo entregou os fósseis ao Departamento Nacional de Produção Mineral de Minas Gerais (DNPM-MG), em Belo Horizonte. Diante do mistério envolvendo os ovos pré-históricos, o chefe de divisão de depósitos fosfolíferos do DNPM-MG, Felipe Barbi Chaves, afirmou que a única informação atestada é de que os achados foram localizados no bairro de Ponte Alta.

“Observados os sedimentos que estão agregados junto aos ovos, não e difícil identificar. Não sabemos exatamente o local onde foi encontrado, mas sabemos que é da região de Ponte Alta”, disse Barbi.

Em outubro, o geólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro foi informado pelo DNPM-MG sobre a doação e começou a solucionar trâmites para o retorno dos achados para Uberaba.

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), responsável pelo Complexo Cultural e Científico de Peirópolis (CCCP), assinou termo que possibilitou reaver o patrimônio paleontológico. Os ovos chegaram à cidade do Triângulo Mineiro na semana passada.

Aprimoramento. O supervisor do CCCP, Thiago Marinho, destaca que a descoberta é de grande relevância para aprimorar estudos já realizados e, possivelmente, avançar em novas frentes de pesquisa.

“Temos o privilégio de poder estudar materiais únicos. Com o avanço dos estudos desses ovos, conseguiremos saber que tipo de dinossauro botou, a origem do material e também dados sobre o ambientes há 70 milhões de anos”, diz.

Para o geólogo, o retorno dos ovos para análise em Uberaba agrega valor à paleontologia mundial e, possivelmente, à embriologia. “A possibilidade de embrião transforma esse achado em algo de extremo valor, inclusive internacional. Mesmo que não ocorra embrião, só o que temos já é suficiente para transformar esses ovos nos mais importantes estudados cientificamente no Brasil”.

Quanto ao mistério sobre por onde esteve o ovo ao longo do tempo, o representante do DNPM afirmou que será realizada investigação paralelamente aos estudos paleontológicos.

Outros achados

Peirópolis. Consagrado na descoberta de fósseis pré-históricos, este sítio já teve outros três achados no campo da embriologia. O museu dos dinossauros expõe réplicas desses achados e já recebeu mais de 1,2 milhões de turistas de mais de 1.100 cidades brasileiras e de 50 países.

Flash

O primeiro registro de descoberta de ovo no Brasil foi em 1945, na região da Mangabeira, cerca de 30 km ao norte de Uberaba, pelo paleontólogo Llewellyn Ivor Price.

Fonte: O Tempo