domingo, 30 de julho de 2017

Homem encontra mão perfeitamente conservada décadas após desastres aéreos



Daniel Roche, que vasculha há anos a neve no Mont Blanc (Alpes, França) em busca de restos mortais, encontrou partes de corpos que podem pertencer a vítimas de dois acidentes aéreos, ocorridos há mais de 50 anos.

Um dos achados do morador da região francesa foi uma mão direita, perfeitamente conservada:

"Eu nunca havia encontrado qualquer resto humano significativo antes", disse Daniel.

Os restos mortais achados devem ser de passageiros, mas não da mesma pessoa, disse a policial Stephane Bozon, segundo o "Metro".

"Mas de qual aeronave?", questionou.

Em janeiro de 1966, um Boeing 707 da Air India, que seguia de Bombay para Nova York (EUA), colidiu contra um dos picos de Mont Blanc. Todas as 117 pessoas a bordo morreram. Dezesseis anos antes, em 1950, outro voo da mesma companhia bateu nas montanhas e deixou 48 vítimas.

Fonte: Page Not Found

Usar a camisa do Barcelona nos Emirados Árabes pode levar à 15 anos de prisão


O Oriente Médio vive dias de tensão com a crise diplomática entre o Qatar e vários países da região, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que acusam o rival de fomentar o terrorismo islâmico.

O governo dos Emirados Árabes resolveu radicalizar: quem exibir em público ou em redes sociais a camisa do Barcelona com a propaganda da Qatar Airways pode ser condenado a até 15 anos de prisão e multa de o equivalente a cerca de R$ 450 mil.

Além disso, um amistoso reunindo as seleções de futebol de Qatar e Emirados Árabes foi cancelado.

A Qatar Airways já não patrocina o Barcelona, que passará a exibir no uniforme a marca da empresa japonesa Rakuten.

Fonte: O Globo

NASA lança competição global para avançar exploração espacial


A NASA, em parceria com o site Freelancer, está em busca de profissionais criativos - de qualquer lugar do mundo - para desenvolver projetos que ajudem a avançar a exploração espacial.

No total, são três desafios que integram o "Torneio Lab da NASA". O primeiro deles busca usar o conceito de origami para desenvolver uma capa de proteção à radiação para o veículo que será enviado à Marte. O design vencedor ajudará a proteger astronautas contra raios cósmicos, que são um dos principais desafios à exploração, tendo em vista que são uma ameaça a saúde de astronautas.

Já o segundo concurso busca criar uma animação que transmita, com precisão e para o público em geral, as experiências da NASA com a tecnologia de gerenciamento de inventário na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O último desafio busca um emblema para o projeto "NASA In Space Manufacturing Refabricator". Este projeto fez história ao enviar, em 2015, pela primeira vez uma impressora 3D para a ISS, tecnologia que permitiu fabricar peças no espaço. O “Refabricator”, agora, se esforça para reciclar o plástico no espaço, reutilizando as peças impressas. O emblema vencedor será usado tanto para apresentações, itens usados pela equipe (canecas, camisas, etc.) e em materiais desenvolvidos para educação e divulgação pública. Para saber mais detalhes dos desafios e como participar, acesse o site.

Não é a primeira vez que a agência espacial americana recorre a criatividade do público geral para projetos internos. Segundo o Freelancer, a NASA já realizou 29 concursos na plataforma de crowdsourcing, com mais de 6.800 inscritos, de 123 países. Entre os desafios anteriores estava o desenvolvimento de modelos 3D para treinar o sistema de reconhecimento de imagens do Robonaut R2, na ISS; o design e a programação de uma interface smartwatch para uso dos astronautas; e o design de um braço robótico para o Astrobee, a próxima geração de robô voador da Estação Espacial Internacional.

"Estamos convocando nossos 24 milhões de usuários a imaginar como os robôs podem preparar, automaticamente, o ambiente espacial para receber os astronautas, proporcionando a eles uma melhor adaptação e maior segurança. A Nasa representa algumas das melhores ideias que nosso planeta tem para oferecer e, tenho certeza, que nossa comunidade, mais uma vez, mostrará o poder da engenhosidade humana”, afirma Matt Barrie, CEO do Freelancer.com.

Fonte: IDGNOW

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Hominídeos primitivos e homem moderno podem ter coabitado na África

Hominídeos primitivos podem ter coexistido na África com os primeiros seres humanos modernos, anunciaram na terça-feira 09/05 pela primeira vez cientistas, um cenário que complica ainda mais a árvore genealógica da espécie humana.

De acordo com pesquisas, a datação de fósseis descobertos em 2013 em uma caverna no sítio arqueológico de Maropeng, perto de Johannesburgo, sugere que estes primos muito distantes viveram há entre 200.000 e 300.000 anos, no mesmo período que os primeiros Homo sapiens.

Estes antepassados ​são os Homo naledi, uma nova espécie cuja descoberta agitou a ciência.

Em 2015, o controverso paleontólogo americano Lee Berger ocupou as manchetes ao anunciar a descoberta em Maropeng de uma rica coleção de 1.500 ossos de quinze hominídeos de um tipo inédito.

A análise dessas ossadas revelou o retrato de um humanoide deslumbrante, dotado com características de espécies de vários milhões de anos, como um pequeno cérebro, e de outras mais recentes, como pés contemporâneos e mãos capazes de segurar ferramentas.

Lee Berger imediatamente ordenou seu achado no gênero Homo, a do homem moderno. Mas depois de não conseguir datar esses fósseis, atraiu a ira de muitos colegas que negaram qualquer novidade.

Na terça-feira 09/05, o professor da Universidade de Witwatersrand e sua equipe revelaram a idade dos ossos.

Seus resultados são surpreendentes. Os Homo naledi viveram entre 335.000 e 236.000 anos atrás, "no início do que nós consideramos como o começo da era dos humanos modernos", segundo Berger.

"Eles são surpreendentemente jovens", entusiasmou-se diante da imprensa. "Esta é uma espécie primitiva que sobreviveu por milhões de anos e que havia permanecido invisível".

"E é muito possível que o Homo naledi, esta espécie de hominídio de cérebro pequeno, tenha encontrado o Homo sapiens", ressaltou.

Casos de coabitação entre espécies já foram identificados. Na Europa, por exemplo, o homem de Neandertal cruzou seu caminho com o Homo sapiens antes de sua extinção há 30.000 anos.

Mas este cenário jamais havia sido traçado na África.

- Elo perdido -

"Humanos, parentes de humanos e parentes muito distantes dos humanos como o Homo naledi viveram aqui, no sul da África, durante os últimos 1,5 a 2 milhões de anos de nossa evolução", ressaltou outro membro da equipe, John Hawks, da Universidade de Wisconsin.

Esta realidade poderia colocar em questão as leituras lineares da evolução da Humanidade.

"Pensávamos que o Homem era invencível (...) e que havia apenas uma história ou uma linha reta cada vez mais humana com um cérebro maior e comportamentos mais complexos", acrescenta o pesquisador da universidade de Wisconsin.

"Não poderemos mais afirmar qual espécie fabricou quais ferramentas ou mesmo que os homens modernos estão na origem de certas inovações técnicas ou comportamentais", aventura-se Lee Berger.

"A árvore da nossa família tem vários ramos e foi só muito recentemente que um único se impôs", lembra Paul Dirks, da Universidade John Cook da Austrália. "A datação destes fósseis sugere muitas possibilidades de trocas (...) entre o Homo sapiens e o Homo naledi".

"Este pode ser um elo perdido crucial na história da nossa evolução", acrescentou o professor Berger.


- 'Neo' -

O paleontólogo também anunciou nesta terça-feira a descoberta de mais uma coleção de fósseis de Homo naledi em uma caverna próxima à de sua primeira descoberta.

Entre eles, um esqueleto bastante completo, incluindo um crânio muito bem preservado, apelidado de "neo", "presente" na língua local sesotho.

"Homo naledi (estrela em sesotho) é definitivamente uma nova espécie, este material bem preservado confirma a morfologia dos fósseis com a qual já estamos trabalhando", ressaltou Lee Berger a seus críticos.

O paleontólogo também voltou a falar sobre uma outra controvérsia relativa a sua descoberta inicial.

Em 2015, ele afirmou que a presença de ossos em uma caverna quase inacessível significava que ela era de fato um tumba e que o Homo naledi praticava ritos funerários, uma prática até então atribuída unicamente aos seres humanos modernos.

Sua hipótese suscitou muitas provocações de seus pares, mas Lee Berger persistiu nesta terça-feira, revelando que o caminho para o local de sua segunda descoberta era tão estreito quanto o primeiro.

"Isso reforça, creio eu, a ideia de que o Homo naledi utilizava essa caverna com um objetivo particular e potencialmente (...) que o Homo naledi enterrava seus mortos lá", insistiu.

As descobertas foram publicadas na revista científica eLife e, segundo Lee Berger, estão abertas a críticas.

Fonte: Yahoo!

Descoberto um dos últimos dinossauros que viveu na África


Um dos últimos dinossauros que viveu na África antes da extinção da espécie, há 66 milhões de anos, foi descoberto numa mina de fosfato no norte de Marrocos.

O estudo do fóssil, dirigido pela Universidade de Bath, Reino Unido, sugere que após a separação do supercontinente Gondwana (que há milhões de anos incluía a maior parte dos continentes atuais do hemisfério sul) uma fauna distinta de dinossauros evoluiu na áfrica.

A nova espécie, o `Chenanisaurus Barbaricus`, foi um dos últimos tipos de dinossauros na terra até à extinção da espécie e era contemporâneo do norte-americano `Tyranossaurus Rex`, refere o estudo, publicado na revista especializada Cretaceous Research.

Como pouco se sabe sobre os dinossauros que viveram na África até ao fim do período Cretáceo, há 66 milhões de anos, a descoberta é considerada importante pelos responsáveis da Universidade, que explicam que os depósitos de fosfato (usados em fertilizantes ou em bebidas de cola) são restos de um antigo fundo marinho.

No ano passado, Nick Longrich, da Universidade de Bath, estudou um fragmento raro de um osso da mandíbula que foi descoberto nas minas de Sidi Chennane, em Oulad Abdoun Basin (perto da cidade de Khouribga e que corresponde a quase metade das reservas de fosfato de Marrocos).

Em colaboração com outros especialistas de Marrocos, França e Espanha, Longrich identificou o fragmento como pertencendo a um Abelissauro. Os Abelissauros (em homenagem a Roberto Abel, do Museu Argentino de Ciências Naturais) eram carnívoros bípedes como o T.Rex e outros tiranossauros mas com um focinho mais curto e mais fraco e braços mais pequenos. Dominavam o território que é hoje essencialmente o hemisfério sul.

"Não temos praticamente nenhum fóssil de dinossauros deste período de tempo no Marrocos, pode até ser o primeiro dinossauro do fim do Cretáceo na África", disse Nick Longrich.

Fonte: RTP

domingo, 16 de julho de 2017

Múmias egípcias tinham relação de parentesco com povos do Oriente Médio


Ao contrário do que se pensava, os corpos não possuíam traços genéticos de ascendência negra, mas tinham relações com povos que habitavam territórios como Palestina, Mesopotâmia e Arábia Saudita.

Pesquisadores da Universidade de Tubinga e do Instituto Max Planck para Ciência da História Humana, na Alemanha, conseguiram identificar a origem étnica de parte dos egípcios antigos. 

De acordo com uma análise realizada com mais de 90 DNAs de múmias, a maioria dos egípcios era parente de povos que viveram na região do Oriente Médio, como a Palestina, Mesopotâmia e Arábia Saudita. Foi a primeria vez que uma extração de genoma utilizando os últimos recursos tecnológicos foi realizada com sucesso em múmias de mais de 2.000 anos de idade.

Acreditava-se que a maioria dos habitantes do Egito Antigo descendia de populações negras da África, que habitavam os território ao sul do deserto do Saara. 

A análise de DNA dos egípcios da atualidade revela, no entanto, que o aumento da influência genética de outros povos africanos só começou a ocorrer recentemente — a hipótese é de que o contato entre egípcios e outras populações da África ocorreu durante o período da escravidão no continente.

Os corpos analisados foram retirados de Abusir el-Meleq, no Médio Egito. O local era considerado um santuário a Osíris, rei do mundo dos mortos segundo a mitologia egípcia. As múmias datam de um período conhecido como Novo Império, que se inicia em 1400 a.C. e se estende até 400 d.C, data que marca o término do domínio do Império Romano na região.

Na maioria das múmias, os cientistas utilizaram o DNA mitocondrial — aquele presente nas mitocôndrias das células — para a análise, já que essa estrutura tende a ser preservada por mais tempo. No caso de um dos corpos, no entanto, os pesquisadores conseguiram mapear características específicas como a pele clara, os olhos escuros e uma possível intolerância à lactose.

Desde 1980 os especialistas tentam retirar o código genético das múmias encontradas, mas só há pouco tempo atrás a tecnologia necessária para isso começou a aparecer. 

Os cientistas pretendem, no futuro, analisar melhor as múmias enterradas mais ao sul do país, próximos à fronteira do Sudão. Os arqueólogos acreditam que nessas áreas existiram habitantes com descendência comum a de outros povos africanos.

Fonte: Galileu

Restos de primeiros humanos do Neolítico são encontrados na península ibérica


Uma pesquisa conjunta da Universidade de Barcelona e da Universidade Complutense de Madri descobriu os restos humanos de seis indivíduos pertencentes aos primeiros habitantes do Período Neolítico junto a objetos domésticos e animais em Cova Bonica, em Vallirana, na província de Barcelona, na Espanha.

Além disso, os pesquisadores confirmaram informações que já conheciam de outras investigações, como a de que os indivíduos eram "intolerantes à lactose, tinham pele clara, olhos castanhos e cabelos escuros".

Os primeiros pastores e agricultores - entre os quais estariam os restos descobertos - chegaram há 7.400 anos à península ibérica, informou a Universidade Complutense em comunicado sobre os trabalhos que foram desenvolvidos entre os anos 2008 e 2015, e cujos resultados foram divulgados através da publicação especializada "Journal of Field Archaeology".

"A singularidade deste sítio arqueológico é que os restos humanos foram encontrados com seus objetos domésticos", afirmou a pesquisadora do departamento de Paleontologia da UCM e do Centro Misto UCM-ISCIII de Evolução e Comportamento Humano, Montserrat Sanz, que acrescentou que "isto permite relacionar a cultura material com as práticas de pastoreio desta população".

Os arqueólogos identificaram 98 ossos humanos que correspondem a um mínimo de seis indivíduos de diferentes idades, de 3 a 35 anos, e de pelo menos duas mulheres, segundo o comunicado.

Entre eles, os pesquisadores conseguiram identificar dois adultos (de 25 a 35 anos), um adolescente (de 12 a 13) e três meninos (de 9, 5 e inferior a 3 anos), através de restos de crânios, dentes, costelas, bacias e ossos de mãos e pés.

"É relevante que tenhamos encontrado tanta quantidade de restos humanos em uma área inferior a dois metros quadrados", destacou Montserrat, apesar de nenhum esqueleto articulado ter sido descoberto.

Junto aos restos humanos também foram encontrados vestígios de animais - sobretudo cabras e ovelhas - e ornamentos, bem como utensílios de pedra de sílex e cristal de rocha e fragmentos de cerâmica "dos mais antigos documentados na península ibérica".

Esta descoberta "lança novos dados sobre como eram os ritos funerários dos cadáveres" e trata-se da "primeira evidência de inumações coletivas", segundo a nota da universidade.

"Observamos que as práticas funerárias são muito heterogêneas", detalhou Montserrat.

A arqueóloga qualificou a escavação como "muito complicada" até chegar aos restos neolíticos devido aos diferentes usos que a cova teve ao longo dos séculos, entre eles, como pedreira, mina de calcita e área de cultivo de cogumelos.

O projeto esteve dirigido por Montserrat Sanz junto com Joan Daura, da Universidade de Lisboa, e os pesquisadores Xavier Oms, Mireia Pedro e Pablo Martínez.

Fonte: Terra