domingo, 18 de outubro de 2015

Mamífero peludo e espinhento viveu no tempo dos dinossauros, diz estudo


Pesquisadores descobriram uma nova espécie de mamífero que viveu há 125 milhões de anos, no tempo dos dinossauros: dotado de muitos pelos, mas também de espinhos, era do tamanho de um rato e tinha patas semelhantes às do tatu.

O fóssil estudado também era acometido pela "tinha da cabeça", uma infecção fúngica que afeta os pelos e existe até hoje, constataram os cientistas.

Batizado Spinolestes xenarthrosus, o fóssil perfeitamente conservado foi encontrado em 2011 em Las Hoyas, depósito arqueológico do Cretáceo inferior situado na Espanha, perto da cidade de Cuenca.

Essa "bola de pelos" acaba de ser descrita por uma equipe internacional de paleontólogos, num estudo divulgado nesta quarta-feira na revista britânica Nature.

Eles concluíram que era uma nova espécie pertencente à ordem de eutriconodontes, uma linhagem de mamíferos extintos no final da era Mesozoica. Ele fazia parte da família dos gobiconodontes.

O Spinolestes xenarthrosus, que se alimentava de insetos e larvas, pesava entre 50 e 70 quilos e tinha 25 centímetros de comprimento. Ele tinha dentes afiados, coluna vertebral, pernas capazes de vasculhas a terra como os tatus, uma juba ao longo das costas e pequenos espinhos semelhantes aos do ouriço.

Se este animal tinha as características clássicas de sua família, como a pele, a presença de espinhos bem específicos "o torna único", ressaltou o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) francês, cujo pesquisador Romain Vullo, da Universidade de Rennes, participou do estudo.

O fóssil tem ainda bronquíolos pulmonares e restos do fígado. "Estes são os órgãos internos de mamíferos mais antigos já encontrados", ressaltou Thomas Martin, pesquisador da Universidade de Bonn, um dos autores do estudo.

Com este fóssil, "temos evidências conclusivas de que várias características fundamentais dos mamíferos já estavam bem estabelecidas há 125 milhões de anos, no tempo dos dinossauros", disse Zhe-Xi Luo, pesquisador da Universidade de Chicago, um dos autores do estudo.

Las Hoyas, único na Europa, é um depósito sedimentar que contém uma grande variedade de fósseis, presos em um ambiente pantanoso antigo.

Fonte: Yahoo!
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