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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

"Alienígena" aparece em selfie e deixa mulher em choque


Como você se sente quando alguma pessoa ou algum fato inesperado estraga aquela “selfie” tão aguardada? Às vezes, algumas situações acabam resultando em imagens engraçadas ou até mesmo intrigantes.

Na Rússia, um photobomb (como a situação é conhecida na internet) deixou todos morrendo de medo por parecer se tratar de nada mais nada menos que um extraterrestre dentro do avião.

Parece algo meio absurdo – e até um pouco ridículo – pensar que um alienígena iria se preocupar em estragar o retrato de alguém, mas quando Olesya Podkorytov viu o rolo da câmera do seu celular, notou uma figura estranha nos bancos de trás e ficou preocupada.

Olesya, que vive na cidade de Kurgan, região centro-sul da Rússia, disse que bateu a foto quando a aeronave já estava voando e postou logo em seguida nas redes sociais. Foi então que seus amigos começaram a discutir o que poderia ser aquilo na imagem.

“Eu publiquei a imagem na minha página, e logo em seguida fui bombardeada de comentários e questionamentos. Não há sinal de olhos na foto, só um ‘corpo verde escuro’ estranho”, afirmou ela.

Outros levantaram a possibilidade de não ser nem um “alien”, mas sim algum tipo de fantasma ou espírito. Até um expert em aviação, identificado como Viktor Lunev, entrou na discussão nas redes sociais.

“Pilotos e comissários estão muito intrigados. Em toda a minha experiência, eu nunca encontrei algo desta forma. Mas talvez consigamos explicar isso com algumas leis da física”, opinou. E para você, o que é essa forma bizarra na “selfie” de Olesya? Alienígena, fantasma, espírito ou só um cara muito alto em um retrato mal batido?

Fonte: Yahoo!

NOTA DO BLOG: Obviamente não se trata de um alien, afinal de contas, como ninguém teria percebido. De qualquer forma é curioso ver como uma projeção ou alguma outra coisa pode alterar uma imagem de tal maneira que faz algo comum parecer outra coisa. Por isso, inclui o o marcador Física na postagem.

domingo, 27 de setembro de 2015

Física tenta provar matematicamente que buracos negros não existem


Os buracos negros sempre aguçaram a imaginação humana. Estas misteriosas estruturas poderiam ser os objetos mais escuros e mais densos do Universo, que nem sequer deixam escapar luz. Poderiam.... se existissem, já que uma nova teoria matemática indica que os buracos negros seriam apenas um exercício de abstração intelectual.

De acordo com o trabalho de Laura Mersini-Houghton, professora de física na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill (EUA), os buracos negros não existem. Como não é possível provar isso fisicamente, a conclusão ficou por conta dos seus cálculos matemáticos.

Seu trabalho pode ser a resposta ao “paradoxo da perda de informação em buracos negros”, que é resultado do conflito entre duas teorias. Uma delas, é a da gravidade de Einstein, que prevê a formação de buracos negros; a outra é uma teoria quântica,onde é dito que nenhuma informação do Universo pode desaparecer.

Cientistas acreditam que buracos negros surgem quando uma estrela massiva colapsa sob sua própria gravidade em um único ponto do espaço.
Em 1974, Stephen Hawking mostrou que buracos negros emitem radiação por meio da física quântica. A partir daí, foram detectadas impressões digitais consistentes com esta radiação e identificados vários buracos negros do Universo.

A física concorda com Hawking, mas Mersini-Houghton mostra que, ao liberar esta radiação, a estrela também lança massa. Dessa forma, ela encolhe e não tem densidade necessária para se tornar um buraco negro (vale lembrar que, no ano passado, Hawking afirmou que os buracos negros não existem, não pelo menos como pensamos). Se a teoria de Mersini-Houghton for um dia confirmada, será necessário até mesmo repensar a origem do Universo a partir do Big Bang.

Fonte: History

domingo, 2 de agosto de 2015

Sincronização dos pêndulos: um mistério de 350 anos sem solução


Os cientistas tentam desvendar um mistério que já dura mais de três séculos: por que dois pêndulos de relógios colocados lado a lado são sincronizados automaticamente?

E aventam uma explicação: os pulsos sonoros.

Em 1665, o físico holandês Christiaan Huygens observou um fato estranho: o movimento dos pêndulos de relógios pendurados na mesma parede é síncrono. Independentemente de sua posição de partida, os pêndulos se colocam em "oposição de fase", quando um pêndulo vai para a esquerda, enquanto o outro vai para a direita.

Desde então, o mistério permanece.

Mas agora, pesquisadores da Universidade de Lisboa (Portugal) sugerem uma explicação, publicada na quinta-feira no Scientific Reports da revista Nature.

Os impulsos sonoros - uma onda sonora que transporta energia - pode passar de um relógio para outro, levando-os a sincronizar.

Os investigadores confirmaram o seu modelo teórico com dois relógios de pêndulo ligados a um trilho de alumínio fixado em uma parede. Resultado: a mudança na velocidade dos movimentos dos pêndulos está relacionada com a produção de impulsos sonoros.

"Além da resolução de um mistério antigo, esta descoberta abre o caminho para a compreensão de outros tipos de osciladores (por exemplo, eletrônicos)", disse à AFP Luis V. Melo, coautor do estudo.

Fonte: Yahoo!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Cientistas conseguem captar ondas sonoras de trovão


Equipamento especial para captação incluiu microfones sensíveis e um foguete para gerar o raio.

Cientistas do Southwest Research Institute (SwRI), dos EUA, conseguiram captar um raio em imagens e um trovão em ondas sonoras no estudo mais preciso até o momento sobre descargas elétricas.

A equipe utilizou um foguete conectado por fios para gerar um raio que seguiu os cabos até o solo através de nuvens eletricamente carregadas.

No processo, além das imagens, os cientistas também conseguiram registrar, através de 15 microfones especiais e altamente sensíveis, as ondas sonoras do trovão.

A ciência já conhecia bem o processo de formação dos raios e dos trovões, mas, graças ao novo experimento, os especialistas contam agora com imagens e sons detalhados do fenômeno. Confira:



Fonte: Band

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Via Láctea 'pode ser buraco de minhoca para viagens no tempo'


Nossa galáxia pode ser, em teoria, um grande túnel semelhante a um buraco de minhoca (ou túnel de viagens no espaço e no tempo), possivelmente "estável e navegável" e, portanto, "um sistema de transporte galático". É o que sugere um artigo publicado no periódico Annals of Physics.

O estudo - que, ressaltam os cientistas, ainda é uma hipótese - é resultado de uma colaboração entre pesquisadores italianos, americanos e indianos.

Para chegar a essas conclusões, os estudiosos combinaram equações da teoria da relatividade geral, desenvolvida por Albert Einstein, com um mapa detalhado da distribuição de matéria escura (que representa a maior parte da matéria existente no Universo) na Via Láctea.

"Se unirmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo e teorizarmos a existência de túneis de espaço-tempo, o que obtemos é (a teoria) de que nossa galáxia pode realmente conter um desses túneis e ele pode ser do mesmo tamanho da própria galáxia", disse Paolo Salucci, um dos autores do estudo e astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados de Trieste (Sissa, na sigla em italiano).

"Poderíamos até viajar por esse túnel, já que, com base em cálculos, ele seria navegável. Assim como o visto recentemente no filme Interestelar."

Ainda que túneis desse tipo tenham ganhado popularidade recentemente com o filme de ficção científica, eles já chamam a atenção de astrofísicos há muito tempo, explica comunicado do Sissa.

Salucci afirmou não ser possível dizer com absoluta certeza que a Via Láctea é igual a um buraco de minhoca, "mas simplesmente que, segundo modelos teóricos, essa hipótese é possível".

O cientista explicou que, em teoria, seria possível comprovar essa hipótese fazendo uma comparação entre duas galáxias - aquela à qual pertencemos e outra parecida. "Mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer tal comparação."

Matéria escura

Estudos prévios já haviam demonstrado a possível existência desses buracos de minhoca em outras regiões galáticas. Segundo o estudo do Sissa, os resultados obtidos agora "são um importante complemento aos resultados prévios, confirmando a possível existência dos buracos de minhoca na maioria das galáxias espirais".

O estudo também reflete sobre a matéria escura, um dos grandes mistérios da astrofísica moderna. Essa matéria não pode ser vista diretamente com telescópios; tampouco emite ou absorve luz ou radiação eletromagnética em níveis significativos. Mas a misteriosa substância compõe 85% do universo.

Salucci lembra que há tempos os cientistas tentam explicar a matéria escura por meio de hipóteses sobre a existência de uma partícula específica, o neutralino - particula que não pode ser identificada pelo CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, que pesquisa o Bóson de Higgs, a chamada "partícula de Deus") ou observada no Universo. Mas há teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula.

"Talvez a matéria escura seja uma 'outra dimensão', talvez um grande sistema de transporte galático. Em todo o caso, realmente precisamos começar a nos perguntar o que ela é."

Fonte: UOL

sábado, 13 de dezembro de 2014

Cientistas encontram um escudo invisível, no melhor estilo Star Trek, a milhares de quilômetros da Terra


O trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, se deparou com a descoberta de um escudo invisível. Situado a 12 mil quilômetros da Terra, ele a protege dos chamados “elétrons assassinos”, ou seja, as partículas que circundam o nosso planeta a uma velocidade próxima a da luz e que representam uma verdadeira ameaça para astronautas, satélites e sistemas espaciais durante as tempestades solares.

“Sinceramente, quando vimos esta ‘barreira’ persistente que atuava contra os elétrons altamente energéticos na magnetosfera da Terra, ficamos totalmente perplexos e desconcertados. Era como se as rajadas de elétrons se chocassem contra uma parede de cristal no espaço”, afirma o professor Daniel Baker, responsável pelo estudo.

Esse escudo, no melhor estilo Star Trek, está localizado no interior dos cinturões de Van Allen, um par de anéis de elétrons e prótons de altíssima energia, descobertos pelo professor James Van Allen em 1958.

Sobre isso, Baker explica que os cinturões reagem às mudanças de energia procedentes do Sol. Enquanto os especialistas tentam explicar as origens do escudo, uma das hipóteses mais prováveis diz que sua origem é influenciada pela plasmasfera, a gigantesca nuvem de gás frio que se estende por milhares de quilômetros ao longo do cinturão de Van Allen.

Fonte: History

domingo, 29 de junho de 2014

O que é a barreira do som e como um avião a quebra?


O som se propaga no ar em ondas concêntricas, como faz uma pedra ao cair em um lago. A barreira do som é o limite de velocidade em que um avião pode se deslocar no ar sem atropelar as ondas sonoras emitidas por ele mesmo. A velocidade do som no ar é de 340 metros por segundo (1.200 km/h), aproximadamente. À medida que o avião acelera, essas ondas vão se juntando e ficando como que empilhadas à sua frente, como uma série de barbantes entrelaçados. Quando o avião finalmente consegue superar a velocidade das ondas, rompe esse cordão imaginário. "No momento em que a velocidade do som é ultrapassada, ouve-se um estrondo. É a isso que chamamos romper a barreira do som", diz o físico Carlos Luengo, da Unicamp. Uma vez rompida a barreira, não há mais estrondos, pois, embora as frentes de ondas continuem a se propagar, elas vão ficando para trás e o vôo prossegue totalmente silencioso. O primeiro vôo supersônico foi realizado em 14 de outubro de 1947, pelo americano Chuck Yeager, pilotando um Bell X-1. De acordo com Luengo, os primeiros aviões a ultrapassar a barreira faziam isso em queda livre.



Fonte: Mundo Estranho

sábado, 26 de abril de 2014

5 hipóteses que possibilitariam a viagem no tempo


Viajar através do tempo, assim como voar, é um dos desejos mais antigos da humanidade. Da fantasia para a realidade, a ciência investiga cuidadosamente a possibilidade das viagens no espaço-tempo. As teorias atuais mais plausíveis são embasadas pelas seguintes hipóteses:


Viagem através de um buraco negro

A Física descreve os buracos negros como máquinas do tempo naturais. Sabe-se que essas singularidades são capazes de influenciar o tempo e diminuir a sua velocidade como nenhuma outra força conhecida. Na hipótese de uma missão tripulada, uma volta em torno de um buraco negro duraria 16 minutos para o comando de base na Terra. Para os astronautas no espaço, a missão de circular sua órbita teria durado apenas 8 minutos.


Cordas cósmicas

Teoricamente, estas cordas são a representação de uma série de defeitos hipotéticos sobre o tecido do espaço-tempo. De acordo com a física, através dessas anomalias seria possível criar curvas para voltar no passado. Na prática, isso significa construir uma máquina do tempo. A convergência de duas cordas juntas poderia proporcionar uma série de curvas fechadas de tempo, semelhante a um buraco negro. A teoria afirma que bastaria calcular com precisão o movimento para uma nave espacial mover-se até qualquer momento da história.


Matéria exótica

A matéria exótica é definida pela física como aquilo que não atende a uma ou mais das leis da natureza, como no caso da massa ou energia negativa. Enquanto a matéria ordinária não pode interagir com as partículas que viajam mais rápido do que a luz, a energia ou a massa negativa da matéria exótica poderia. Se tal coisa acontecer, então seria possível deformar o espaço-tempo para abrir caminho até túneis que interligam o universo, ou possibilitar o surgimento de motores de dobra capazes de acelerar partículas que poderiam exceder a velocidade da luz. Em suma, a matéria exótica permitiria a criação de uma máquina do tempo.


Vácuo em forma de anel

Não há necessidade de sair garimpando matéria exótica, é possível simplesmente aproveitar o vácuo no espaço. O cientista israelense Amos Ori afirma ter resolvido o problema de viajar no tempo. É isso mesmo: a sua máquina hipotética poderia ser construída por civilizações avançadas de 100 ou 200 anos a nossa frente. A máquina de Ori é baseada nas teorias de Albert Einstein, que dizem que o espaço pode ser curvado em forma de anel para criar um campo de gravidade capaz de arrastá-lo para o próximo espaço-tempo. Matematicamente, é mostrado que cada período de tempo é inscrito dentro do seu campo de gravidade, de modo que seria possível calcular como chegar a cada momento desejado.


Cilindro Tipler

Em 1974, o físico Frank J. Tipler desenvolveu um cilindro rotativo hipotético com uma alta densidade e comprimento infinito. Segundo seus cálculos, se o cilindo girar em seu próprio eixo com uma velocidade próxima à da luz, conseguiria criar uma força gravitacional extrema o bastante para regressar ao passado.

Fonte: Seu History

terça-feira, 25 de março de 2014

Cientistas acham evidência 'espetacular' que reforça teoria do Big Bang


Cientistas americanos dizem ter encontrado evidências 'espetaculares' que reforçam a teoria do Big Bang como a origem do universo.

Os pesquisadores acreditam ter achado sinais deixados no céu por uma expansão super-rápida do espaço, que deve ter ocorrido apenas frações de segundo depois do universo começar a existir.

Os sinais têm a forma de uma torção nos fragmentos de luz mais antigos já detectados por telescópios.

"Isso é espetacular", comentou Marc Kamionkowski, físico da Universidade John Hopkins que teve acesso à pesquisa.

"Os argumentos são bastante convincentes, e os cientistas envolvidos estão entre os mais cuidadosos e conservadores que conheço."

Observação minuciosa

A descoberta foi anunciada por um time de cientistas americanos que trabalham no projeto BICEP2, que usa telescópios no Polo Sul para fazer observações minuciosas de um pequeno pedaço do céu.

Seu objetivo é encontrar resíduos deixados pela inflação cósmica, nome dado ao crescimento exponencial pelo qual teria passado o universo no seu primeiro quadrilionésimo de segundo.

Segundo esta teoria, o universo teria passado de um tamanho incrivelmente pequeno para o tamanho de uma bola de gude nessa fração de tempo. O espaço continuou a se expandir por quase 14 bilhões de anos desde então.

A teoria da inflação cósmica foi proposta por cientistas no início dos anos 1980 para explicar alguns aspectos da teoria do Big Bang, como o fato do espaço ter um aspecto bastante semelhante em qualquer direção que se olhe.

Isso seria possível porque sua rápida expansão teria suavizado qualquer irregularidade do espaço.

No entanto, para que isso fosse verdade, a inflação cósmica teria que estar associada à liberação de ondas gravitacionais, que deixariam marcas nos fragmentos mais antigos de luz.

Esses vestígios da expansão seriam comparáveis à fumaça que sai do cano de uma arma após um tiro.

Torção

O time americano do BICEP2 diz ter encontrado esses vestígios. Trata-se de uma torção no que cientistas chamam de micro-onda cósmica de fundo, uma radiação muito fraca que permeia todo o universo.

Somente as ondas gravitacionais que percorreram o espaço em sua "fase inflacionária" poderiam ter deixado essas marcas.

Os cientistas não só identificaram essas marcas como dizem que elas são bem mais fortes do que era esperado.

"Isso abre uma janela para um novo mundo da física, aquele que ocorreu na primeira fração de segundo do universo", disse John Kovac, do Centro de Astrofísica Harcard-Smithsonian e chefe das equipes do BICEP2.

A descoberta ainda passará por testes para tentar reproduzir os efeitos encontrados.

É possível que a interação da micro-onda cósmica de fundo com a poeira presente no espaço produza marcas semelhantes, mas o time do BICEP2 diz já ter checado seus dados ao longo dos últimos três anos para descartar essa hipótese.

Se confirmada, a descoberta abre caminho para um prêmio Nobel, que poderia ser dado tanto aos líderes da pesquisa realizada no BICEP2 quanto aos autores da teoria da inflação cósmica.

Entre estes autores, está Alan Guth, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "Estou perplexo", disse ele. "Nunca pensei que alguém conseguiria medir essas marcas, mas é justamente o que estamos vendo."

Fonte Terra

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pesquisadores desenvolvem fonte de energia limpa inesgotável que pode mudar o rumo da humanidade


Um grupo de pesquisadores do laboratório americano Livermore National conseguiu desenvolver um reator de fusão nuclear que poderia mudar a história do consumo energético do mundo. Por quê? Porque produz muito mais energia do que consome e, portanto, poderia vir a ser uma fonte inesgotável de energia limpa, similar à energia utilizada pelas estrelas.

Segundo o artigo, publicado pela revista Nature, o grande problema dos reatores de fusão nuclear até o momento é, justamente, o fato de necessitarem de mais energia do que são capazes de produzir. Agora, parece que este balanço pode se tornar positivo.

Depois de diversas experiências com o reator NIF (National Ignition Facility), a equipe liderada por Omar Hurricane alcançou o feito histórico. “O mais empolgante, no momento, é que estamos registrando um aumento constante na produção energética, resultante do processo de ignição”, explicou Hurricane.

A chave para o sucesso foi o ataque contra as partículas Alfa que, ao invés de escapar, depositam sua energia no combustível. O novo processo contribui para o aquecimento que, por sua vez, aumenta o número de reações de fusão nuclear, produzindo assim mais partículas Alfa. Trata-se de um processo de renovação interminável.

Nossa ideia de consumo energético e combustível pode estar à beira de uma imensa transformação.

Fonte: Seu History

Manuscrito perdido de Einstein desafia teoria do Big Bang


Um manuscrito que não foi notado por cientistas durante décadas revela que o físico alemão Albert Einstein certa vez se interessou por uma teoria alternativa ao Big Bang. O trabalho, escrito em 1931 e divulgado recentemente, é simular a uma teoria defendida pelo britânico Fred Hoyle quase vinte anos depois. A ideia foi abandonada pouco depois pelo pai da teoria da relatividade, mas mostra que ele hesitava em aceitar que o universo se formou durante um único e explosivo evento. As informações são do Huffington Post.

As primeiras evidências do Big Bang surgiram na década de 20, quando o americano Edwin Hubble e outros cientistas descobriram que galáxias distantes estão se afastando e que o universo em si está se expandindo. Isso indica que, em um passado distante, o conteúdo do cosmos observável estava comprimido em um pequeno e muito denso espaço.

No final da década de 40, Hoyle argumentou que o espaço poderia estar se expandindo eternamente e mantendo uma densidade constante. Isso necessitaria que o universo estivesse constantemente criando massa, com partículas surgindo espontaneamente no espaço, dizia o britânico. Essas partículas então formariam novas estrelas e galáxias, que tomariam o espaço vazio criado pela expansão do universo.

O documento indica que Einstein teve essencialmente a mesma ideia com anos de antecedência. "Para a densidade da matéria permanecer constante, novas partículas devem ser formadas continuamente", escreve o alemão. O manuscrito teria sido produzido durante uma viagem à Califórnia em 1931.

Cormac O’Raifeartaigh, do Instituto de Tecnologia Waterford (Irlanda), diz que quase caiu da cadeira quando descobriu sobre o conteúdo do manuscrito. O físico e colegas publicaram suas descobertas e uma tradução para o inglês do manuscrito no site arXiv.

O manuscrito, afirmam os cientistas, provavelmente foi um rascunho a partir de uma ideia que o alemão teve. Contudo, ele teria notado que seus cálculos estavam errados - e anotações com uma caneta de cor diferente indicam isso. Ele então abandonou a ideia e não teria mais mencionado a hipótese.

O texto, contudo, evidencia a resistência de Einstein à teoria do Big Bang, que, em seus primórdios, foi considerada "abominável" pelo físico, que acreditava em um universo estático. Quando os cientistas descobriram evidências da expansão cósmica, o alemão teve que abandonar a ideia de um universo estático.

"O que o manuscrito mostra é que, apesar de ter aceitado a expansão do universo, (Einstein) estava infeliz com o universo mudando no tempo", diz Helge Kragh, da Universidade Aarhus, na Dinamarca.

Fonte: Terra

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Stephen Hawking afirma: buracos negros não existem


Os buracos negros podem ser ainda mais estranhos do que os cientistas pensavam, de acordo com um novo estudo feito pelo famoso astrofísico Stephen Hawking.

O documento, que tenta resolver um paradoxo entre as teorias gerais da relatividade e da mecânica quântica, foi publicado a 22 de janeiro na revista arXiv.org, e não passou por revisão de pares.

No artigo, Hawking afirma que a noção de que nem a luz consegue escapar da atração gravitacional de um buraco negro, uma vez que passa um certo ponto - conhecido como o horizonte de eventos - pode não ser verdadeira.

Ainda assim, nem todos os físicos estão convencidos: Alguns dizem que acabar com o conceito de horizonte de eventos não resolve o paradoxo dos buracos negros.

Paradoxo Fundamental

A teoria geral da relatividade de Einstein prediz a existência de buracos negros - objetos tão incrivelmente enormes e densos que puxam tudo nas proximidades para si mesmos, e após um ponto conhecido como o horizonte de eventos, nem mesmo a luz consegue escapar deles.

Mas há dois anos, o físico teórico Joseph Polchinski do Instituto Kavli de Física Teórica da Universidade da Califórnia e seus colegas descobriram uma ruga na teoria, apelidada de Paradoxo Firewall.

O paradoxo baseia-se numa experiência de pensamento que envolve um astronauta à deriva num buraco negro. Segundo a teoria da relatividade geral de Einstein, o astronauta aproximar-se-ia do horizonte de eventos e, em seguida, passá-lo-ia, sem saber da desgraça iminente.

Isso porque o astronauta estaria em queda livre e, portanto, deve sentir as leis da física de igual forma como se fosse em qualquer outro lugar do universo, segundo a Nature News. Uma vez dentro do buraco negro, o astronauta seria cortado antes de ser esmagado pelo núcleo infinitamente denso do buraco negro, conhecido como singularidade.

Mas a mecânica quântica, a teoria física reinante que governa o comportamento de partículas muito pequenas, dita que os buracos negros não são aspiradores de pó cósmicos perfeitos. Em 1974, Hawking teoriza que os buracos negros vazam partículas das suas bordas - um fenómeno conhecido como radiação Hawking.

Tendo em conta que estas partículas representam um tipo de "informação" que pode escapar do horizonte de eventos, Polchinski e seus colegas previram que um anel de fogo, enérgico deve existir apenas dentro do horizonte de eventos - pelo menos se a teoria quântica for válida.

A parede de fogo iria incinerar o astronauta antes do núcleo denso comprimir o astronauta a uma partícula minúscula. (De qualquer forma, o astronauta não consegue sair vivo). Esta teoria mexe com a noção de horizonte de eventos como espaço-tempo liso e sem rugas.

Horizonte aparente

Para resolver o paradoxo, o novo trabalho de Hawking propõe que não existe um limite fixo de um horizonte de eventos. "A ausência de horizontes de eventos significa que não existem buracos negros - no sentido de regimes onde a luz não pode escapar para o infinito", escreveu Hawking no artigo.

"Há, no entanto, horizontes aparentes que persistem durante um período de tempo", acrescentou o conhecido cientista. Assim, ao invés de serem fixos, esses horizontes aparentes mudam descontroladamente com o comportamento das partículas quânticas dentro do buraco negro.

Energia e matéria a tentar escapar da morte no buraco negro ficariam presas por algum tempo, antes de eventualmente serem libertadas. Assim, embora a informação pudesse escapar do horizonte de eventos de um buraco negro, ela ficaria tão desesperadamente mexida que seria muito difícil descobrir o que era originalmente, postula Hawking.

"Seria pior do que tentar reconstruir um livro que você queimou em cinzas", disse Don Page, um físico e especialista em buracos negros na Universidade de Alberta, no Canadá, em entrevista à Nature News.

Mas nem todos estão convencidos. Por sua parte, Polchinski não acredita que os buracos negros sem horizontes de eventos sejam prováveis de existir no universo. Page também acha que a teoria de Hawking não resolve o paradoxo fundamental.

Fonte: Nature

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sistema com três estrelas desafia relatividade de Einstein


Astrônomos descobriram um sistema estelar único composto pelo pulsar PSR J0337+1715 superdenso e duas anãs brancas, comprimidos num espaço menor do que a órbita da Terra em torno do Sol.

A proximidade das estrelas, associada à sua natureza, está a permitir aos astrónomos investigar um dos principais problemas pendentes da física fundamental – a verdadeira natureza da gravidade.

“Este sistema triplo fornece um laboratório natural cósmico muito melhor do que qualquer coisa encontrada antes para aprender exatamente como esses sistemas de três corpos trabalham e, potencialmente, detectar problemas com a relatividade geral", disse Scott Ransom, principal autor da investigação publicada na revista Nature.

"Por outras palavras, é um teste extremo para a teoria da Einstein”, acrescentou. PSR J0337 1715 é uma estrela de neutrões incomum localizada a cerca de 4.200 anos-luz da Terra e a girar a cerca de 366 vezes por segundo.

Esses pulsares que giram rapidamente são chamadas de pulsares de milissegundo, e podem ser usados pelos astrónomos como ferramentas precisas para estudar uma variedade de fenómenos, incluindo a procura pelas ondas gravitacionais.

Observações subsequentes mostraram que PSR J0337 1715 está em uma órbita estreita com uma estrela anã branca, e que o par está em órbita com outra anã branca um pouco mais distante. Os astrónomos começaram então a fazer observações, através do Telescópio Green Bank, o radiotelescópio de Arecibo, e o radiotelescópio Westerbork.

Eles também estudaram o sistema fazendo uso dos dados do Sloan Digital Sky Survey, do satélite GALEX, do telescópio WIYN em Kitt Peak, no Arizona, e do Telescópio Espacial Spitzer. Tendo registado com precisão os pulsos do pulsar, os astrónomos foram capazes de calcular a geometria do sistema e as massas das estrelas com uma precisão sem precedentes.

Apesar da Teoria da Relatividade Geral de Einstein ter sido confirmada por várias experiências, ela não é compatível com a teoria quântica. Por esse motivo, os físicos esperam que ela possa quebrar sob condições extremas.

“Este sistema triplo de estrelas compactas fornece uma grande oportunidade para observar uma violação do princípio de equivalência chamado de Princípio da Equivalência Forte”. Quando uma enorme estrela explode em supernova e os seus restos colapsam numa estrela de neutrões superdensa, parte da sua massa converte-se em energia de ligação gravitacional que mantém as estrelas densas juntas.

O Princípio da Equivalência Forte diz que esta energia de ligação ainda vai reagir gravitacionalmente, como se fosse massa. Praticamente todas as alternativas à Relatividade Geral sustentam que ela não o fará.

De acordo com o princípio da equivalência forte, o efeito gravitacional da anã branca exterior seria idêntico tanto para a anã branca interior quanto para o pulsar PSR J0337. Assim, se o princípio for inválido, tendo em conta as condições deste sistema, o efeito gravitacional da estrela exterior sobre a anã branca interior e o pulsar seria um pouco diferente.

O cronometrar as pulsações do pulsar facilmente mostrará se isso é verdade ou não. “Se encontrarmos um desvio do princípio de equivalência forte veremos um colapso da Relatividade Geral que aponta a direção de uma nova teoria da gravidade”.

Fonte: Sci News

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Pai do genoma e criador do Soyuz: veja quem a ciência perdeu em 2013

Sanger ganhou duas vezes o Nobel de química

Em 2013, alguns dos maiores nomes da ciência deixaram a pesquisa. Muitos vencedores do Nobel, inclusive um que levou a premiação duas vezes: Frederick Sanger, o "pai" do genoma. Sanger foi uma das quatro pessoas a receber dois Prêmios Nobel junto a Marie Curie, Linus Pauling e John Bardeen.

Outro grande nome da pesquisa que morreu em 2013 foi o britânico Robert Edwards, que levou o Nobel em 2010. Edwards desenvolveu a técnica que permitiu o nascimento do primeiro bebê proveta, a britânica Louise Brown, que veio ao mundo em 1978, e também revolucionou o tratamento da esterilidade através da reprodução assistida.

O bioquímico Christian De Duve, premiado com o Nobel de Medicina em 1974, morreu em maio, aos 95 anos. Ele levou a premiação por suas descobertas sobre a estrutura e o funcionamento da célula. Segundo parentes, ele decidiu morrer por eutanásia.

Um dos nomes mais importantes da corrida espacial, Alexander Soldatenkov, deixou a ciência aos 86 anos. O pesquisador criou naves e foguetes espaciais, inclusive o Soyuz, que é o foguete mais ativo do mundo - com 1,7 mil lançamentos. Além disso, ele é o pai do R-7, que colocou o primeiro satélite artificial em órbita.

Ainda entre os pioneiros do espaço, Scott Carpenter, que em 1962 se tornou o quarto americano a chegar ao espaço e o segundo a orbitar a Terra, morreu aos 88 anos por complicações decorrentes de um derrame.​

A sexóloga Virginia Johnson, parte da famosa equipe Masters e Johnson que conduziu pioneiras pesquisas sobre a sexualidade humana, morreu aos 88 anos em Saint Louis.

O renomado biólogo francês Robert Barbaul, especialista em Biodiversidade, faleceu em dezembro, aos 70 anos.

Fonte: Terra

sábado, 4 de janeiro de 2014

Suecos desenvolvem louça que se lava


Os cientistas suecos, juntamente com pesquisadores da empresa Innventia desenvolveram a louça que se lava.

A superfície dessa louça repele, a nível molecular, os líquidos e outras substâncias, forçando-os a escorregar para fora do prato.

Os desenvolvedores dessa louça de nova geração argumentam que a sua utilização generalizada levará a uma redução significativa no consumo de água.

A invenção chegará ao mercado somente após os resultados finais da análise relativamente ao impacto do revestimento hidrofóbico sobre a comida. Em seguida, qualquer um poderá comprar esses pratos maravilhosos na loja.

Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Estudantes britânicos de Física afirmam ser possível humanos voarem em Titã, satélite de Saturno


Os estudantes de física britânicos analisaram as condições na superfície de Titã, satélite de Saturno, e chegaram à conclusão de que as pessoas serão capazes de voar lá com a ajuda de asas.

A força da gravidade na superfície de Titã é 10 vezes menor do que na Terra. Dada a alta densidade de sua atmosfera, isso dá esperança de que as pequenas asas ligadas ao corpo humano lhe permitam voar livremente em Titã.

De acordo com os cálculos dos estudantes, as asas de 4,7 metros quadrados, equivalente de duas mesas, permitirão se decolar da superfície de Titã. No entanto, as pessoas muito rápidas poderão fazê-lo com as asas três vezes menores.

Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

China vai inaugurar nova base de pesquisa na Antártida


A China ampliará a presença na Antártida com a construção de uma quarta base de pesquisa, e está à procura de um local para a quinta, disse um jornal estatal nesta quinta-feira, num momento em que o país intensifica os esforços científicos em lugares remotos. Os esforços chineses incluem o lançamento de veículos submarinos para explorar o leito oceânico e o pouso, na semana passada, de uma sonda na Lua.

Segundo o Diário da China, operários irão construir um acampamento para ser ocupado durante o verão, chamado de Taishan, além de procurarem o local para uma instalação adicional.

Qu Tanzhou, diretor da Administração Ártica e Antártica Chinesa, disse que o país "chegou tarde à pesquisa científica antártica, (mas) está alcançando" os rivais. A China já mantêm três estações de pesquisa na Antártida: Grande Muralha, Zhongshan e Kunlun.

"A construção do acampamento de Taishan e a inspeção de locais para a (outra) estação pode garantir adicionalmente que cientistas chineses realizem pesquisas científicas sobre uma gama maior e de forma mais segura", disse Qu.

O acampamento de Taishan será usado no verão austral, entre dezembro e março, fornecendo apoio logístico e permitindo estudos de geologia, glaciares, geomagnetismo e atmosfera, segundo o jornal.

Os cientistas também se dedicarão a estudar as mudanças climáticas, acrescentou o jornal. A base de Taishan ficará perto de estações dos EUA, da Itália e da Coreia do Sul, esta recém-inaugurada. "Ao mesmo tempo em que a nação está ampliando sua presença na Antártida, está reforçando também sua capacidade científica, com um novo quebra-gelo a ser fabricado e um avião de asa fixa a ser trazido para futuras expedições polares", acrescentou o jornal.

Ao contrário de outros países --como Grã-Bretanha, Noruega, Austrália, Chile e Argentina--, a China não reivindica território antártico, mas está reforçando sua presença no continente gelado, e em junho o presidente Xi Jinping disse que a exploração polar é um passo importante a ser desenvolvido.

Fonte: Terra

sábado, 21 de dezembro de 2013

A ciência por trás dos universos paralelos


De alguma forma, às vezes a ideia de que existem universos paralelos parecidos com o nosso, porém onde certos eventos não ocorreram (como o ataque nuclear a Hiroshima ou o lançamento dos filmes 1, 2 e 3 de Star Wars), soa reconfortante. Mas o que a ciência tem a dizer sobre isso?

Para ilustrar a questão, a equipe do canal do YouTube MinutePhysics criou um vídeo em que combinam narração e desenhos.

“Se o universo é ‘tudo o que há’, você não pode ter duas versões dele, certo? Do contrário, o par seria ‘tudo o que há’, ao invés do que você começou chamando de ‘universo’”, explicam os autores.

O grande problema, nesse caso, seria a terminologia. Físicos informalmente dizem “universo” quando na verdade querem dizer “universo observável”, ou seja, a parte do universo que conseguimos ver até agora.

Nesse caso, não haveria problema em falar que há outros universos observáveis, tão distantes que a luz que vem deles ainda não chegou até nós, mesmo em bilhões de anos de existência.

Quando se fala em “universos paralelos”, dizem os autores, seria mais preciso usar o termo “multiversos”, que normalmente se refere a três modelos bastante distintos uns dos outros (nenhum confirmado ou testado experimentalmente):


Universos bolhas

“A ideia é que há outras partes do universo muito distantes, ou dentro de buracos negros, que nós provavelmente jamais veremos”, resumem. “Esse modelo foi criado para explicar por que nosso universo é tão bom em formar estrelas, galáxias, buracos negros e vida”.

Cada um desses universos poderia ter leis da Física levemente diferentes, mas apenas alguns (ou, quem sabe, apenas o nosso) teria a Física necessária para permitir a existência de vida (ou de planetas, ou de qualquer outra coisa) como conhecemos.


Membranas e dimensões extras

De acordo com esse modelo,o nosso universo é “apenas” um espaço com três dimensões contido em um conjunto maior, que tem nove dimensões espaciais.

“Se o espaço tiver nove dimensões, há lugar suficiente para vários universos de três dimensões que seriam aparentemente como o nosso, mas, como as páginas de um jornal, seriam apenas parte de um conjunto”. Essas “superfícies” são chamadas de “membranas”.


Múltiplos mundos da mecânica quântica

Baseado em princípios como o da incerteza quântica, o modelo sugere que todos os possíveis desdobramentos de qualquer evento ocorrem, mas nós vivemos em uma sequência específica deles.

Em outro universo, por exemplo, você teria ganho um Prêmio Nobel – porém não ganhou no universo em que estamos devido a uma longa e complexa cadeia de eventos.


Observação difícil (mas não impossível)

Estudos do espaço e da mecânica quântica podem ajudar a avaliar melhor esses três modelos, uma tarefa árdua, mas que faz parte do “trabalho” da ciência.

“Como sempre”, finalizam os autores do vídeo, “devemos nos lembrar de que Física é ciência, não filosofia, e que em nossas tentativas de explicar o universo que observamos, temos que fazer afirmações que, a princípio, podem ser testadas e, então, testá-las”.

sábado, 7 de dezembro de 2013

No espaço, fogo queima em forma de bolha e chamas podem ficar invisíveis

Uma das grandes preocupações de astronautas é prevenir e combater incêndios. E o trabalho de bombeiro é diferente do que ocorre na Terra, já que, em microgravidade, as chamas se comportam de uma maneira diferente - e imprevisível.

Conforme os gases quentes sobem, eles criam correntes de ar que levam mais oxigênio e "levantam" a chama, o que causa a sua forma de lágrima. Contudo, na microgravidade o conceito de "em cima" e "embaixo" não existe - ou seja, os gases quentes se expandem para todos os lados. O resultado é uma chama com forma de bolha.

 Na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a ventilação "substituiu" o movimento natural do ar e, em conjunto com a baixa gravidade, faz com que, em caso de incêndio, as chamas se espalhem para todos os lados.​

"A combustão em microgravidade é um problema muito difícil, e há muitos engenheiros e cientistas que trabalham para entendê-la melhor", diz Gary A. Ruff, engenheiro aeroespacial do Centro de Pesquisa Glenn, em Ohio, Estados Unidos.

Todos os materiais que vão para o espaço passam antes por um teste em uma câmara. Contudo, alguns itens são muito importantes e, mesmo sendo inflamáveis, são enviados para fora do planeta.

Outro desafio é detectar um incêndio. Como no espaço a fumaça não "sobe", os detectores são posicionados nas saídas de ventilação, para onde a fumaça deve seguir.

Fogo no espaço

A ISS nunca experimentou um incêndio. Contudo, em 1997, um gerador de oxigênio da estação russa Mir pegou fogo. Testes feitos na época mostraram que as chamas acabaram quando o oxigênio chegou ao fim. O fogo não causou maiores danos aos astronautas e a estação "sobreviveu" até 2001. Contudo, o incêndio serviu de experiência para os homens do espaço.​

Na ISS, no caso de fogo, os próprios astronautas trabalham como bombeiros e seguem três passos. Primeiro: desligar o sistema de ventilação para diminuir a velocidade com que as chamas se propagam. Dois: desligar a energia da unidade afetada. Terceiro: apagar as chamas com extintores.

Estudo

A ISS contem um minilaboratório para estudar como o fogo se comporta no espaço - chamado de Experimento de Extinção de Chamas (Flex, na sigla em inglês). Desde 2009, já foram feitos centenas de experimentos.

Em um dos experimentos, os astronautas queimaram gotas de combustível que flutuavam dentro do Flex. O resultado não era esperado pelos cientistas.

A chama desapareceu na frente dos astronautas, mas os instrumentos mostravam que o fogo não parou. Esse fenômeno é chamado de "chama fria": a temperatura do fogo pode cair o suficiente, sem que este seja extinto, para que a chama fique invisível aos olhos humanos.

O resultado, afirmam os cientistas, tem implicações na Terra. A indústria automobilística já está de olho no Flex e em suas chamas frias para desenvolver motores mais eficientes e menos poluentes para os carros.

Na microgravidade, chamas têm formato arredondado
Gota de combustível flutua enquanto queima em microgravidade

Fonte: Terra