quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Grupo da UFSCar descobre fóssil de tatu gigante com mais de 2 m e 200 kg


Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) participou da descoberta do fóssil de um tatu pré-histórico gigante na Bahia.

O Pampatherium (que significa animal dos pampas) era uma espécie encontrada na América do Sul e foi localizado na Chapada Diamantina (BA). O achado é a estrutura mais completa já encontrada do animal de dois metros e mais de 200 quilos que viveu há cerca de 10 mil anos atrás na América do Sul.

Os esqueletos de três animais da mesma espécie foram achados por um grupo de pesquisadores de São Paulo durante a exploração de uma caverna em fevereiro de 2014. Eles chamaram os especialistas da UFSCar para resgatar os fósseis, mas o trabalho não foi simples. Em alguns pontos da caverna, a equipe precisou trabalhar deitada.

“Fomos até o fundo da caverna trazendo esse material através de cordas e escadas que foram montadas no interior da caverna, pois estava em um local de difícil acesso. Ele provavelmente morreu e tombou lateralmente. Uma parte dele ficou soterrada no sedimento da caverna. Ao todo umas mil placas se desfragmentaram, elas acabaram se soltando do corpo do animal e também acabaram ficando no pavimento da caverna, soltas”, falou o paleontólogo da UFSCar, Marcelo Fernandes.

Características

De volta a São Carlos (SP), os pesquisadores montaram o esqueleto do animal, com exceção do casco que ainda será encaixado.

As placas ainda estão guardadas em caixas e impressionam pela grandeza. Para se ter uma ideia, a maior espécie de tatu existente é a Canastra, que chega a medir um metro e pesar, no máximo, 90 quilos. Essa espécie ainda pode ser encontrada na América do Sul.

Além do tamanho, a alimentação do Pampatherium não era como a dos outros tatus. “Através da análise dos dentes desses animais nós chegamos à conclusão de que eles se alimentavam principalmente de plantas e grama. Diferentemente dos tatus atuais que são principalmente onívoros e se alimentam de tudo: de insetos, carniça e algumas plantas”, explicou o doutorando da UFSCar, Jorge Felipe Moura de Jesus.

Antes dessa descoberta, o maior exemplar da espécie estava em uma universidade em Belo Horizonte (MG) e possui aproximadamente 60% da estrutura. O que foi encontrado na Bahia está bem mais completos: faltam menos de 10 ossos.

“Ele vem a acrescentar muito à descrição morfológica da espécie. Então ele praticamente permaneceu em um estado de dormência por quase 10 mil anos, então isso vem acrescentar muito para a gente poder descrever uma nova espécie e talvez novas espécies, inclusive”, comentou Fernandes.

Fonte: G1
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