sábado, 6 de dezembro de 2014

Estudo do DNA de Ricardo III levanta dúvidas sobre linhagem real


Um estudo de DNA que confirmou que o esqueleto encontrado em 2012 sob um estacionamento na Inglaterra é de Ricardo III também trouxe à tona evidências de uma "falsa paternidade", o que levanta dúvidas sobre as alegações reais de gerações de monarcas britânicos, revelaram cientistas na terça-feira.

Segundo o estudo, os restos mortais combinaram com o DNA de dois descendentes da irmã de Ricardo III, Ana de York, o que significa que os cientistas estão convencidos, "além de qualquer dúvida razoável", de que o esqueleto é, de fato, do malfadado rei.

No entanto, eles não encontraram combinações na linhagem masculina da família, descendente de João de Gaunt, irmão do bisavô de Ricardo III.

Isto significa que, em algum ponto, deve ter havido uma criança, cujo pai presumido, segundo a genealogia oficial, não era o pai verdadeiro.

O esqueleto do rei, que morto na Batalha de Bosworth Field, em 1485, foi encontrado debaixo de um estacionamento em Leicester, região central da Inglaterra. Seus restos mortais devem ser novamente sepultados na cidade em março do ano que vem.

"Um evento (ou eventos) de falsa paternidade em algum momento desta genealogia poderia ter um significado histórico chave", destacou a equipe de cientistas, chefiada pelo geneticista Turi King, da Universidade de Leicester, em artigo publicado na revista Nature Communications.

Durante coletiva de imprensa celebrada em Londres, Kevin Schurer, vice-chanceler da universidade, afirmou: "o que nós descobrimos é que há uma quebra na cadeia... Nós não sabemos quando esta quebra ocorreu".

"De forma alguma estamos indicando que Sua Majestade (a rainha Elizabeth II) não deveria estar no trono", afirmou, acrescentando que a história da monarquia britânica teve "todo tipo de reviravolta".

Segundo o estudo, o resultado poderia questionar a legitimidade de Henrique IV, Henrique V, Henrique VI e "toda a dinastia Tudor", a começar por Henrique VII, seguido de Henrique VIII, Eduardo VI, Maria I e Elizabeth I.

Se a falsa paternidade ocorreu mais distante nesta genealogia, ela só afetaria a família não real dos atuais duques de Beaufort. Neste estudo, foram usados os DNAs de cinco indivíduos vivos da família aristocrática.

Os resultados também demonstraram que Ricardo III tinha "96% de probabilidade de ter tido olhos azuis, juntamente com 77% de probabilidade de ter tido cabelos loiros", o que significa que apenas um dos muitos retratos remanescentes do rei desafortunado realmente se parece com ele.

"Nós concluímos que há evidências esmagadoras de que o Esqueleto 1, do sítio Grey Friars, em Leicester, é de Ricardo III, encerrando, assim, um caso de desaparecimento de um indivíduo que já durava 500 anos", destacou o estudo.

Fonte: Yahoo!
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