sexta-feira, 10 de abril de 2015

Fantasma do Palácio da Liberdade assombra sede do governo mineiro desde o século 19



Inaugurado no mesmo ano da fundação de Belo Horizonte, em 1897, o Palácio da Liberdade é a sede do governo mineiro.

Os cômodos luxuosos, com decoração francesa, cristais da Boêmia e painéis milionários, serviram de moradia para os primeiros governadores.

Uma sequência de mortes trágicas em suas dependências levou os políticos a trocarem de residência oficial. Dois governadores morreram dentro do palácio, cumprindo a lenda que dizia que a antiga moradora do terreno iria assombrar os políticos por causa da demolição de seu casebre.

Este é o salão nobre do Palácio da Liberdade, que desde 2010 funciona como museu aberto ao público. Diz a lenda que o fantasma da idosa já matou quatro governadores: Silviano Brandão foi o primeiro, em 1902. Depois foi João Pinheiro (1908). As mortes misteriosas dos governadores Raul Soares (1924) e Olegário Maciel (1933) deram força à lenda.

O medo de ser atacado pelo fantasma fez o governador Juscelino Kubitschek mandar construir o Palácio das Mangabeiras para servir como casa oficial. Com medo, Israel Pinheiro chegou a propor a demolição do velho palácio nos anos 1960, mas a ideia não foi para frente.

Tancredo Neves enfrentou o fantasma e retomou a tradição de despachar no Palácio da Liberdade.

Em entrevista em 2002, o ex-presidente Itamar Franco admitiu que percebia as portas rangendo por causa do fantasma.

— As portas fechadas, as janelas fechadas e de repente a porta abria. Isso acontece de vez em quando aqui.

O certo é que em 2010 a Cidade Administrativa foi construída no extremo norte da cidade e o palácio foi entregue à Secretaria de Cultura para ser aberto como museu. As visitas guiadas ocorrem aos domingos, mas neste mês de março o palácio está fechado para atualização do inventário.

Fonte: R7
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