quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cientistas descobrem fósseis de pinguim gigante




Cientistas argentinos encontraram na Antártica fósseis de um pinguim gigante que é a maior espécie do tipo já identificada. O animal extinto, batizado Palaeeudyptes klekowskii, tinha dois metros de comprimento, pesava cerca de 115 quilos e viveu entre 37 milhões e 40 milhões de anos atrás.

Naquela época, o clima na Península Antártica era mais quente do que hoje, similar ao observado atualmente na Terra do Fogo, no extremo Sul da América do Sul, o que favoreceu o aparecimento de uma maior diversidade de espécies de pinguins na região.

- Foi uma época maravilhosa para os pinguins, quanto dez a 14 espécies viviam juntas ao longo da costa da Antártica – disse Carolina Acosta Hospitaleche, pesquisadora do Museu de La Plata, na Argentina, ao site da revista “New Scientist”.

Nos últimos anos, Carolina tem escavado depósitos de fósseis da Ilha Seymour, ao largo da Península Antártica. No início deste ano, ela relatou a descoberta do mais completo esqueleto de um P. klekowskii já encontrado, mas que tinha apenas cerca de uma dúzia de ossos, a maioria das asas e patas.

Agora, porém, ela desencavou mais dois grandes ossos. Um é parte de uma asa, e o outro um tarso-metatarso, formado pela fusão do calcanhar com os ossos da pata, com um recorde de 9,1 centímetros. Com base nos tamanhos relativos do esqueletos de pinguins atuais, Carolina estima que o P. klekowskii tinha 2,01 metros de comprimento do bico à ponta das patas.

De pé, no entanto, o P. klekowskii seria um pouco menor, devido à natureza de como os pinguins ficam eretos. Ainda assim, a espécie em muito supera os maiores pinguins hoje existentes, os imperadores. Com um comprimento de até 1,36 metro e 46 quilos de peso, os pinguins imperadores ficam com cerca de 1,16 metro de altura quando de pé.

- É o maior osso de pata (de pinguim) que já vi. Este definitivamente era um pinguim grande – disse Dan Ksepka, do Museu Bruce, em Greenwich, EUA, também à “New Scientist”, ressaltando, no entanto, ressalta que as estimativas de comprimento do P. klekowskii podem estar erradas, já que os pinguins gigantes antigos tinham esqueletos com proporções muito diferentes dos pinguins atuais.

Com seu tamanho avantajado, os pinguins gigantes poderiam ficar sob a água mais tempo do que as espécies menores. No caso do P. klekowski, ele poderia ficar submerso por até 40 minutos, o que lhe daria mais tempo para caçar peixes para sustentar seu grande corpo, destacou Carolina.

Fonte: O Globo Online
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