domingo, 27 de julho de 2014

Conheça Garbo, o famoso espião da Segunda Guerra que chegou a ser condecorado por Hitler


O estouro das grandes guerras na primeira metade do século XX gerou a proliferação de profissões incomuns, algumas até mesmo insólitas. Uma delas foi a figura do espião, encarregado de embrenhar-se entre as mais altas patentes dos exércitos e hierarquias dos governos e tentar obter informações confidenciais, que, em seguida, eram passadas ao inimigo. Um dos espiões mais renomados de todos os tempos foi o catalão conhecido como Garbo.

Garbo nasceu no dia 14 de fevereiro de 1912 em Barcelona, sob o nome de Juan Pujol Garcia. No início da Segunda Guerra, o feroz antifascista e anticomunista decidiu envolver-se no conflito utilizando sua capacidade intelectual e criatividade. Para isso, dirigiu-se à embaixada britânica em Madrid e ofereceu seus serviços como espião. Diante do desinteresse britânico, aproximou-se do serviço de inteligência alemão, disfarçado de funcionário do governo espanhol e simpatizante nazista. O governo nazista o empregou e o treinou intensivamente na carreira que o tornaria famoso: a espionagem.

Quando os ingleses descobriram que Pujol trabalhava para a Alemanha nazista, decidiram utilizá-lo na tarefa de contraespionagem. Começava assim a história de Garbo, que, em 1944, já havia criado uma rede fictícia com 27 subagentes inventados. E, através deles, transmitiu ao serviço de inteligência alemão informação suficiente para ganhar a confiança do governo nazista.

Em janeiro deste mesmo ano, os alemães descobrem sobre o massivo ataque aliado em território europeu e utilizam novamente a ajuda de Garbo para se manter informados. O espião conseguiu convencê-los que o verdadeiro ponto da invasão era o Paso de Calais, local muito mais ao norte que a Normandia, o verdadeiro destino.

Sua identidade foi tão bem preservada que Garbo, meses depois, foi agraciado com a Cruz de Ferro pelo próprio Hitler. Naturalmente, recebeu homenagem equivalente também do governo britânico.

Sua morte foi anunciada em 1949. No entanto, Pujol ressurgiu em 1984, em meio às comemorações do 40° aniversário do Dia D, pelas mãos do jornalista Nigel West, que encontrou seu rastro e contou sua história.

Garbo morreu na verdade em 1988 em Caracas, na Venezuela, onde viveu depois da guerra. 


Fonte: Seu History
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