terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pesquisadores encontram fósseis de 1,8 milhão de anos na Bahia


Pesquisadores confirmaram que foi encontrado em um sítio paleontológico situado em Guanambi, no sudoeste da Bahia, fósseis de animais que viveram na terra num período que varia entre 10 mil a 1,8 milhão de anos.

Dentre os achados, estão a costela de um bicho preguiça que podia chegar a 6 metros de altura, pedaços da carapaça de um parente do tatu e um dente que, provavelmente, é de um cervo.

A novidade foi divulgada esta semana por pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, que fizeram convênio com a estatal Valec para estudar a área por onde passará a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste Leste), cuja construção é de responsabilidade da empresa.

A equipe, composta por dois doutores em paleontologia e duas estudantes, escavou a área durante três dias na semana passada. Alguns fósseis, principalmente dentes, possibilitaram a identificação imediata das espécies, informaram os pesquisadores.

Os fósseis ficarão na Coleção de Paleontologia da universidade, onde serão alvo de mais estudos. Ao todo, há três sítios no local, onde já foram localizados dezenas de pedaços de ossos e dentes.

A coordenadora do projeto, Carolina Scherer, disse que "a tarefa consistiu em resgatar os fósseis de um local muito fragmentado". Essa foi a primeira busca considerada regular pelos pesquisadores.

"A população local cavou com máquina um tanque para armazenamento de água e deixou ao lado o material descartado", declarou, explicando que foi no meio dos descartes que os fósseis foram encontrados.

No próximo mês a equipe deve retornar ao local para realizar mais buscas. A expectativa é de que dentro do tanque possam ser encontrados mais fósseis e em condições melhores de serem estudados.

As buscas, porém, só serão possíveis quando não mais houver água no tanque, o que pode acontecer dentro de alguns meses, devido a seca que atinge a região nessa época do ano.

Segundo os pesquisadores, em paralelo às atividades práticas será iniciado um ciclo de palestras para a população e também para operários que trabalham na construção da Fiol, a fim de que sejam capazes de reconhecer o que é fóssil e saibam de sua importância.

Fonte: UOL
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