domingo, 19 de janeiro de 2014

Pesquisadores americanos descobrem 180 espécies de peixes que brilham no oceano


No escuro do fundo do mar, brilham luzes coloridas. São peixes formas que emitem cores distintas. Acostumado a ver a maioria dessas espécies à luz da terra firme, o homem não imaginava que, sob a água, tantas delas irradiassem luminosidade e cor.

– O mundo dos recifes de corais é muito mais biofluorescente do que imaginávamos – explica o biólogo David Gruber, do Baruch College e do Museu Americano de História Natural (AMNH).

Gruber e seu colega no AMNH John Sparks publicaram na última quarta-feira, no periódico científico PLOS One, o artigo em que descrevem 180 espécies marinhas de peixes biofluorescentes.

A descoberta foi feita por acaso, quando os pesquisadores registravam imagens de corais bioluminiscentes nas Ilhas Cayman. De repente, uma enguia passou em frente à câmera revelando sua luminosidade verde e o grupo resolveu aprofundar e ampliar o estudo.

Para descobrir que cavalos marinhos brilhavam em neon laranja, que bagres eram verdes fluorescentes e que os peixes-escorpião coloriam-se de vermelho brilhante, os cientistas partiram para novas expedições munidos de câmeras subaquáticas EPIC 5K com filtro amarelo, que bloqueia a luz azul e revela a fluorescência dos bichanos.

– Existem muitos peixes marinhos que possuem filtros semelhantes nos olhos. Nossa hipótese é que a biofluorescência desempenha um importante papel nos ecossistemas oceânicos. Poderia servir para atrair parceiros ou como uma camuflagem para defesa – exemplifica Gruber.


Fonte: Zero Hora
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