segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Fragmentos de cerâmica revelam uso de especiarias na cozinha pré-histórica

Resíduos de plantas em panelas revelam o uso de especiarias na cozinha pré-histórica no norte da Europa, de acordo com pesquisa publicada no “Plos One”, pela Universidade de York, no Reino Unido.

Manchas negras nos fragmentos de cerâmica tinham resíduos microscópicos de fitólitos (vegetal fóssil), que se assemelham aos encontrados em sementes de uma planta chamada erva-alheira (Alliaria petiolata), nativa da Europa e que tem forte cheiro de alho quando esmagada. Esta planta tem pouco valor nutricional.

- Até agora era amplamente aceito que o conteúdo calórico do alimento era o mais importante nas decisões dos caçadores-coletores sobre o que comer - explicou Hayley Saul, da universidade.

Os fragmentos também continuam resíduos de gordura de uma grande variedade de animais terrestres e marinhos, assim como vegetais ricos em amido, sugerindo que a especiaria era usada para temperar os alimentos.

As cerâmicas, que têm pelo menos 6.100 anos, foram retiradas de sítios na Dinamarca e Alemanha e são do período quando povos pré-históricos mudaram o estilo de vida de caçador-coletor para a agricultura.

Embora a erva-alheira estivesse presente no local, não está claro se a prática de usar a especiaria começou no báltico ocidental ou se ocorreu no Oriente Próximo e foi posteriormente levada para a região.

Independentemente das origens da prática, o estudo conclui que a análise do fóssil da planta abriu um novo caminho para pesquisar a culinária pré-histórica no norte da Europa.

Ainda segundo a pesquisa, está claro agora que o hábito de melhorar e alterar o saber de alimentos de amido era parte da cozinha europeia desde o século 7 AC.



Fonte: O Globo Online
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