sábado, 19 de setembro de 2015

Quer ser mais produtivo? Conheça os métodos de trabalho bizarros de grandes figuras históricas


Você está em busca de novas maneiras de aumentar a sua produtividade? Então, pode considerar copiar os hábitos de trabalho de alguns dos grandes artistas, músicos e políticos da história. A maioria conseguiu vencer os dias usando apenas uma disciplina rígida e doses altas de cafeína, mas alguns utilizaram estratégias peculiares que os ajudaram a trabalhar mais rápido e com maior eficácia. Desde a obsessão de Charles Dickens por trabalhar de forma ordenada até o truque bizarro dos gregos para evitar a procrastinação, conheça oito figuras históricas que tinham métodos pouco ortodoxos para concluir suas tarefas.

1. Charles Dickens

O autor de livros tão amados quanto “Um Conto de Duas Cidades” e “Um Conto de Natal” era notoriamente exigente quanto às suas condições de trabalho. Ele mantinha um horário quase militar de tão rígido, sempre escrevendo entre 9 da manhã e 2 da tarde, antes de espairecer com uma caminhada de três horas. Dickens pedia silêncio total em sua casa durante suas horas de trabalho e exigia que suas canetas, tinta e uma pequena coleção de estatuetas fossem dispostas de um modo especial em sua mesa, para ajudá-lo a pensar. O autor carregava esses talismãs para onde quer que fosse e até mesmo reorganizava os móveis em pensões e hotéis para recriar a disposição de seu home office o máximo possível. Os hábitos de Dickens também se aplicavam ao seu quarto: ele dormia apenas virado para o norte, acreditando que isso o alinhava melhor com as correntes elétricas da Terra.

2. Beethoven

Ludwig Van Beethoven realizou grande parte do seu trabalho enquanto estava em movimento. Após uma refeição matinal diária, com café e feijão (ele contava obsessivamente 60 grãos com a mão), o compositor ficava algumas horas em sua mesa antes de partir para uma longa e sinuosa caminhada. Esses passeios no campo supostamente o ajudavam a impulsionar sua criatividade e, conforme andava, ele parava para escrever algumas notas musicais em um grande caderno de esboços. Se as notas demoravam a vir, ele copiava o trabalho de outro compositor para estudar sua técnica. Beethoven também compunha enquanto tomava banho. De acordo com seu secretário, Anton Schindler, muitas vezes ele perambulava por seu quarto e despejava repetidamente jarros de água em suas mãos enquanto cantarolava melodias e ficava olhando para o vazio em uma “meditação profunda”.

3. Marcel Proust

Enquanto escrevia seu gigantesco romance de 3 mil páginas, “Em Busca do Tempo Perdido”, no início do século XX, o escritor francês Marcel Proust permaneceu grande parte do tempo nos limites do seu quarto. Normalmente, ele acordava às 3 ou 4 da tarde, quando ingeria um café e um croissant (geralmente, sua única refeição do dia) e inalava vapor de tabaco em pó com ópio, o que ele acreditava que ajudava na sua asma. Proust trabalhava no conforto de sua cama, encostado em vários travesseiros macios. Apesar do ambiente de trabalho aparentemente descontraído, o escritor dizia que a elaboração de seu romance clássico foi incrivelmente exigente. Segundo ele, após dez páginas, ele já estava extremamente cansado.

4. Salvador Dalí

Salvador Dalí foi um dos grandes mestres do Surrealismo, um movimento artístico que visava entrar no inconsciente e acessar tesouros escondidos da imaginação. Para ajudar a produzir as imagens alucinatórias de quadros como “A Persistência da Memória” e “Cisnes Refletindo Elefantes”, Dalí utilizava truques mentais para tentar diminuir a linha entre seus sonhos e a realidade. Uma de suas experimentadas e reais técnicas envolvia segurar uma chave de metal sobre uma panela, enquanto tirava sua soneca. Conforme o artista ia adormecendo, ele deixava cair a chave e acordava, o que lhe proporcionava uma chance de relembrar as estranhas imagens que haviam passado por sua mente. Dalí também concebeu o que ele chamou de método “crítico-paranoico”, uma abordagem criativa que exigia que ele entrasse em estado de paranoia ao, intencionalmente, se autoprovocar pensamentos bizarros e ilógicos. Uma vez que sentimentos de “irracionalidade concreta” o transbordavam, ele pintava as visões atípicas produzidas em sua mente.

5. Maya Angelou

A poetisa e autora de “Eu sei por que o Pássaro canta na Gaiola” era famosa também por fazer muito pouco do seu trabalho em casa. Achando o conforto de sua casa muito distrativo, Angelou preferia escrever na tranquilidade anônima do que ela descrevia como “pequenos, pobres” quartos de hotéis. Normalmente, ela alugava os quartos por meses e chegava de manhã cedo, equipada com seu material de escrever, uma Bíblia, uma garrafa de xerez e um baralho de cartas (que ela dizia ajudar a manter sua “mente pequena” ocupada). Angelou se certificava de que os quartos eram sóbrios o suficiente para que ela pudesse deixar sua concentração afiada, e ela costumava escrever deitada de lado na cama. Em uma entrevista ao “Paris Review”, ela confessou que um de seus cotovelos era “áspero de calos”, de tanto se deitar neles por horas a fio.

6. Jonathan Edwards

O pregador cristão do século XVIII é talvez mais famoso pela retórica de condenação de sermões como “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”, mas ele também era conhecido por sua abordagem meticulosa em relação ao seu trabalho. Edwards acordava antes do pôr-do-sol e passava 13 horas por dia debruçado sobre livros e escrevendo sermões, geralmente pulando refeições para evitar que seus estudos fossem interrompidos. Mesmo quando tirava pequenos intervalos para cortar lenha ou realizar caminhadas, ele carregava uma caneta e um papel, de modo que pudesse fazer anotações no caminho. Se ele era acometido por um insight enquanto viajava de cavalo ou estava de algum modo fora de sua mesa, Edwards recorria ao uso de uma técnica mnemônica. Ele fixava um pequeno pedaço de papel em uma parte de sua roupa que o lembraria da ideia, e então removia os pedaços, um por um, e anotava as ideias associadas assim que tivesse a oportunidade.

7. B.F. Skinner

Em meados do século XX, B.F, Skinner era o maior defensor do behaviorismo, uma escola de psicologia focada na ideia que os seres humanos são páginas em branco, cujo comportamento pode ser controlado por circunstâncias externas. Skinner era famoso por colocar suas ideias em prática – ele criou sua segunda filha em um ambiente especialmente projetado e com controle de temperatura chamado de “Air Crib” –, então não é surpresa que ele também as tenha aplicado em seu próprio trabalho. Ele trabalhava em um horário rígido e utilizava um cronômetro para ser lembrado de quando começar e parar de escrever. Para “cada doze horas registradas nele”, Edwards escreveu em seu diário, “eu desenho um ponto em uma curva cumulativa, cuja inclinação mostra minha produtividade geral”. Junto com cronometragens precisas e análises de seu dia de trabalho, Skinner era também um defensor do que se conhece como “sono segmentado”. Em vez de dormir durante toda a noite, o psicólogo muitas vezes acordava depois da meia-noite e retornava ao trabalho por uma hora, antes de voltar a dormir pela manhã.

8. Demóstenes

O antigo político grego Demóstenes era conhecido por sua habilidade oratória estimulante e aparentemente espontânea, mas toda essa proeza era resultado de uma disciplina de trabalho rigorosa e, muitas vezes, extravagante. Ele passava muitas horas estudando retórica e lei em um escritório subterrâneo especialmente projetado para esse fim, e aprendia com um ator como controlar corretamente os movimentos do corpo. Para derrotar a língua presa e a falta de ar, Demóstenes praticava a fala com pequenas pedras em sua boca, gritava seus discursos enquanto subia morros correndo e até os proferia em plenos pulmões sobre o som das ondas batendo na praia. A mais estranha de todas era sua estratégia de lutar contra a procrastinação. Quando era jovem, Demóstenes raspava todo o cabelo de um lado de sua cabeça na esperança de que, se aquilo o tornasse mais ridículo, ele ficaria mais propenso a permanecer em casa e se concentrar em seus estudos.

Você sabia?

Ernest Hemingway escreveu muitos de seus livros famosos enquanto se punha de pé sobre uma prateleira. O escritor vencedor do Prêmio Nobel explicou em uma ocasião o seu desdém por mesas e cadeiras, dizendo: “Escrever e viajar alargam a sua bunda, se não também sua mente, e eu prefiro escrever em pé”.

Fonte: History
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