sábado, 1 de novembro de 2014

Relatos sobre objetos voadores não identificados povoam o imaginário popular


“Os dias 16, 17 e 18 de junho foram marcados por inusitadas aparições de objetos voadores não identificados sobrevoando a região da Costa Branca, município litorâneo do Rio Grande do Norte. Pelo menos foi o que afirmaram alguns moradores. Segundo eles, para ser mais preciso, os Ufos (unidentified flying object, em inglês) apareciam sempre no mesmo horário, a partir das 20h. Por se tratar de um tema ainda polêmico, porque na maioria das vezes quem o aborda abertamente serve de deboche, as testemunhas destes avistamentos preferiram omitir sua identidade, temendo caírem no ridículo”.

Assim relatou o portal de notícias da Revista Ufo, em 22 de setembro de 2009. O site de divulgação nacional vem apresentando há alguns anos histórias que envolvem o contato de potiguares com seres extraterrestres. De acordo com as recorrentes publicações, o Rio Grande do Norte é um dos estados brasileiros com maior índice de relatos envolvendo objetos voadores não identificados (Ovnis).

A reportagem do O Mossoroense entrou em contato com os editores da revista Ufo, a fim de apurar informações acerca dos avistamentos em solo potiguar. Conforme os jornalistas da revista, em pelo menos seis oportunidades o Rio Grande do Norte foi palco de investigações por repórteres e correspondentes, por conta dos estranhos fenômenos.

Em 12 de agosto de 2001, Luciano Oliveira, então editor regional do O Mossoroense, escreveu nas páginas do periódico: “No município de Areia Branca, distante cerca de 47 quilômetros de Mossoró, testemunhas disseram à reportagem que os Ovnis apareciam quase que diariamente. Em Ponta do Mel, na região litorânea, os pescadores se diziam fascinados com o fenômeno, classificando como ‘um espetáculo de rara beleza’ “.

Hoje, o jornalista comenta que por várias oportunidades já entrevistou potiguares que relataram, ora maravilhados ora apavorados, o contato com estranhas luzes e objetos voadores desconhecidos. Segundo ele, a maioria dos contatos foi com pescadores e outros trabalhadores, e as cidades da Costa Branca potiguar foram as que mais registraram contatos. Luciano Oliveira ainda comenta que possui um acervo com horas de gravações com depoimentos das supostas aparições.

” Houve um período, no início dos anos 2000, onde diversas cidades da faixa litorânea do Estado foram tomadas por estranhos fenômenos que chamaram a atenção de todos. Na época, fiz várias entrevistas com pessoas que viram luzes e naves que lembravam grandes pratos de aço. Estes acontecimentos se davam geralmente pela manhã ou no meio da tarde e a localidade que mais reuniu estes estranhos relatos foi Ponta do Mel”, narrou Luciano, que confidenciou também ter presenciado luzes incomuns no céu de Areia Branca, enquanto realizava uma das reportagens.

O estudante Geneílson Mendonça, morador da cidade de Grossos, relata que há cerca de 10 anos as histórias sobre alienígena e a presença de naves espaciais na cidade eram muito recorrentes e aterrorizavam as crianças da região. Ele comenta que vários relatos tratavam de luzes brancas no céu e estranhos objetos voadores.

“Aqui em Grossos, muitas das pessoas que trabalhavam nas salinas voltavam horrorizadas para suas casas, com as histórias de luzes enormes no céu, de naves e tudo mais. Eu era criança, mas lembro com clareza que em determinada época todos falavam sobre estes estranhos fenômenos. Cheguei a ver uma foto, onde às costas de um desconhecido, uma estranha nave planava distante. Mas não temos como provar o que era verdade e o que não é”, comentou Geneílson.

Grupo na internet discute vida em outros planetas

Os debates acerca de avistamentos de Ovnis e de contato com seres de outros planetas têm se tornado cada vez mais constantes. Através de uma rede social, o grupo “UFO Rio Grande do Norte”, que reúne mais de 120 membros promove discussões diárias sobre os fenômenos em solo potiguar.

Segundo Alcimar Bispo, que é um dos moderadores da página, o grupo nasceu a partir de mossoroenses que já se interessavam pelo assunto. Ele explica que no início a página se chamava Ufo Mossoró, mas a entrada de membros de outras cidades do RN ampliou os debates. Alcimar ressalta que muitas pessoas que compõem o grupo afirmam que já tiveram “contato visual” com óvnis, inclusive ele mesmo.

Franklin Gladson, que também é moderador do grupo de discussões, é um dos que relatam já ter presenciado Óvnis. “No dia 12 de setembro aqui em Mossoró, vários Ovnis em forma de “v” ou asa delta, e cor alaranjada, sobrevoaram a cidade. Vinham do litoral e permaneceram uns 30 segundos ziguezagueando entre eles. Faziam movimentos de várias formas e velocidades diferentes e em um certo momento, um deles ficou parado enquanto os outros “bailavam ao redor”, descreve Franklin, que afirma já ter presenciado o mesmo fenômeno outras vezes.

Mossoró tem registro do avistamento de Óvnis há mais de cinco décadas

Em 1979, o escritor mossoroense Lauro da Escóssia escrevia em sua célebre obra “Cronologias Mossoroenses” o seguinte texto: “21 de Agosto de 1959 – Dois discos voadores sobrevoaram Mossoró durante a noite, sendo visíveis mais intensamente nas imediações do aeroporto da cidade. “O magnífico relato de Lauro da Escóssia provocou a reportagem do jornal O Mossoroense a procurar registros da época, que narrassem tal fenômeno extraordinário.

“Estranhos corpos avistados ontem à noite sobre a cidade – O fenômeno não tem ruído, parecendo tratar-se de discos voadores”. Foi manchete do jornal O Mossoroense, não no dia 21 de agosto, como narrou Lauro, mas no dia 26 de agosto de 1959, há mais de 55 anos. De acordo com os relatos, os estranhos avistamentos aconteceram nas imediações do aeroporto da cidade.

Olhando para o céu, à espera de um disco voador

Raul Seixas, um dos maiores entusiastas da vida em outros planetas e galáxias, escreveu que “longe das cercas embandeiradas/ Que separam quintais/no cume calmo do meu olho que vê/assenta a sombra sonora/de um disco voador”. O artista apresentou a uma legião de fãs as discussões sobre ufologia e influenciou muitas pessoas com suas polêmicas canções. Em Mossoró, algumas pessoas ainda aguardam pela sombra dos discos voadores.

O artista plástico e chargista Laércio Eugênio comenta que certa vez, nas proximidades do Hotel Thermas, presenciou, ao lado de dois amigos, a aparição de um estranho objeto voador, que desapareceu com velocidade inacreditável. Para ele, a vida em outros planetas é algo totalmente crível, apesar de ser pouco debatida.

“É muita pretensão nossa achar que estamos sozinhos em um universo deste tamanho. Nós não somos únicos, e tenho toda a certeza disso quando viajo de avião, e olhando pela janela vejo como somos minúsculos. Desde criança eu olhava para os mapas e para o globo terrestre e ficava em dúvida acerca desta nossa existência isolada, hoje tenho certeza da existência de vida em outros planetas, mesmo não podendo provar”, concluiu.

O universitário Carlos Carvalho comenta que sua crença em vida alienígena vem ainda da infância, quando uma tia passou a estudar ufologia e compartilhou algumas histórias com ele. Ele não acredita na influência de seres de outro planeta no cotidiano das pessoas, mas acha que existe vida fora do planeta Terra.

“Acho que existem teorias muito extravagantes que não representam a realidade. A vida em outros planetas me parece muito parecida com a vida aqui, talvez mais avançada. Não acredito na maioria dos casos de abduções, nem na influência de alienígenas em grandes construções ou decisões do planeta. Essas teses existem para vender revista”, comenta o estudante, que se diz apaixonado pelo céu, e espera ainda ter um contato mais direto com os “homens do espaço”.

Fonte: Jornal A Notícia
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