quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Escola egípcia com 1.700 anos foi desenterrada e revelou lição gravada nas paredes de como se comportar



Com 1.700 anos de idade, uma sala de aula completa com citações motivacionais escritas em suas paredes por educadores foi descoberta no Egito e as datas constam de uma época em que os romanos controlavam a área.

O edifício é o primeiro a ser encontrado que é, definitivamente, uma sala de aula e apresentam escritos gregos em suas paredes, incluindo uma citação de “A Odisseia”, de Homero.

Outro texto escrito por um professor foi encontrado em uma sala de aula diferente para incentivar os alunos a trabalharem arduamente e melhorarem suas habilidades retóricas para um nível semelhante ao de deus.

A citação diz: "Sejam ousados, meus meninos, o grande deus [Hermes] irá conceder-lhe uma bela coroa de virtude coletora”, enquanto outro diz: "Trabalhe duro para mim, labutas tornam os homens viris”.

Ele carrega uma semelhança impressionante às salas de aula mais modernas, pois há bancos para os alunos se sentarem e lições escritas nas paredes, em grego. O edifício está localizado em Amheida, no Dakhla Oasis, cerca 322 quilômetros a oeste do Nilo, onde foi a antiga cidade de Trimithis.

A palavra "imitar" era usada para que as crianças copiassem as passagens e os registros antigos, pois os mestres diziam que a passagem do famoso texto tinha qualidades calmantes mágicas, o que poderia ter vindo a calhar em sala de aula.

A escola foi descoberta em 1979, mas apenas em 2001 que os arqueólogos desenterraram a escrita, o que confirmou o propósito da construção de uma escola. As escavações evoluíram em curso desde então.

As escolas eram, muitas vezes, parte de casas de crianças ricas nos tempos antigos e são notoriamente difíceis para especialistas identificarem. Essa escola ficou aberta por 20 anos, em um quarto numa grande casa que pertencia a um vereador chamado Serenos.

Pesquisadores acreditam que o encerramento da escola pode ter ocorrido quando o professor se afastou antes de morrer.

Susanna McFadden, uma autora e professora da Universidade de Fordham, disse que os arqueólogos descobriram recentemente pinturas de uma cena de banquete e de um flautista, bem como figuras geométricas que cobrem "quase todas as superfícies", para que uma pessoa, ao entrar na sala há 1.700 anos, se sentisse plenamente dominada pelo conhecimento das paredes.

Supostamente, os escritos do professor foram preservados pela família como um sinal de sua sofisticação cultural ou porque as mensagens motivacionais foram aprovadas pelo patriarca da casa.

Fonte: Jornal Ciência
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