quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Arqueólogos investigam nova pirâmide no Egito


Arqueólogos continuam a descobrir segredos da civilização antiga no Egito. Perto da cidade de Edfu, foi descoberta uma pirâmide com degraus anterior à de Keops em algumas décadas.

Há 4600 anos, esta pirâmide se elevava por cima das redondezas. Os arqueólogos conheciam há muito sobre a sua existência, mas apenas há alguns dias um grupo internacional de cientistas, que trabalhavam não longe da pequena cidade de Edfu, conseguiu descobrir uma colina não alta, coberta de areia. Foi tudo que sobrou de uma estrutura majestosa em tempos.

A pirâmide em degraus, descoberta perto de Edfu, faz parte do conjunto de sete pirâmides conhecidas como “provinciais” e que datam do reinado do faraó Huni ou de Snefru.

A história conta que a primeira pirâmide de Snerfu no platô de Gizé teve uma forma não acertada, com faces fraturadas, e arquitetos antigos tiveram que planejar com urgência uma nova casa eterna para o faraó. A nova pirâmide obteve o nome de Snefru Brilhante devido a suas formas ideais.

Salima Ikram, uma arqueóloga, revelou as razões pelas quais o faraó mandou construir no sul do país uma pirâmide provincial não destinada para um enterramento:

“Tudo que foi construído por egípcios teve grandes dimensões. As estruturas que eles construíam para seus deuses e faraós deveriam ser grandiosas e vistas de longe. Mas os construtores de pirâmides perseguiam também mais um objetivo: a formação de uma ideia nacional e a concessão de postos de trabalho a pessoas. A construção deveria continuar bastante tempo para consolidar pessoas em torno dessa ideia nacional”.

Com certeza, a sorte acompanhou a equipe de arqueólogos que conseguiu descobrir esta antiga pirâmide.

Nos últimos três anos, em resultado da desestabilização da situação no Egito, em muitos casos o aceso a pirâmides e câmaras funerárias antigas tornou-se mais fácil para saqueadores e não arqueólogos.

Já não é seguro trabalhar no deserto: caçadores de antiguidades estão roubando artefatos e tentam posteriormente mandá-los ao exterior.

Monica Hanna, arqueóloga egípcia, compôs um grande dossiê de conjuntos funerários, igrejas antigas e escavações arqueológicas saqueadas:

“Este furo foi aberto por saqueadores. Estão vendo? Tem indícios de dinamite. São marcas muito recentes, possivelmente de uma semana”.

Apesar de ameaças e de insegurança, arqueólogos egípcios e estrangeiros continuam abnegada e minuciosamente a descobrir e a preservar antiguidades do Egito, riquezas que devem pertencer à humanidade.

Fonte: Voz da Rússia
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