sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mais uma data para um possível fim do mundo

Descoberto pela primeira vez em fevereiro de 1950, o asteroide chamado 1950 DA tem 1,1 quilômetros de largura foi observado por 17 dias e, em seguida, desapareceu de vista. Porém, ele foi flagrado novamente no dia 31 de Dezembro de 2000, na virada para o século 21.

Juntamente com as observações de radar feitas alguns meses mais tarde, em março 2001, os astrônomos observaram que o asteroide 1950 DA tem uma trajetória que vai trazê-lo muito próximo da Terra no dia em 16 de março de 2880.

Segundo as pesquisas, a astro pode chegar perto o suficiente do nosso planeta de forma que uma colisão não seja inteiramente descartada. A janela de tempo da passagem do asteroide foi calculada para ter 20 minutos.

As análises do radar e pesquisas sobre o 1950 DA, realizadas pelos cientistas da NASA Jet Propulsion Laboratory, revelaram que a probabilidade de impacto nesta data é de, no máximo, 1 em 300 com base sobre o que se sabe sobre o asteroide até agora.

Então você pensa: “ah, mas essa chance é muito pequena!”. Porém, só para você ter uma ideia, 1 em 300 representa um risco 50% maior do que o risco médio de colisão de todos os outros asteroides que já passaram perto da Terra até então.

Entretanto, esse é um valor máximo. Esse limite pode aumentar ou diminuir conforme mais se aprende sobre o asteroide e ele poderá ser observado com mais precisão novamente em 2032. Existem muitos fatores que influenciam a trajetória de um asteroide no espaço. Sua taxa de rotação, refletividade, a composição, a massa, as variações de terreno e até interações gravitacionais com outros organismos (alguns dos quais ainda sequer foram descobertos).

Tudo isso pode afetar o movimento de um asteroide e, mais especificamente, a sua exata posição no futuro. Apesar de o risco existir, existe também algo a mais que pode nos salvar: o efeito Yarkovsky .

Uma força pequena, mas importante que age sobre os asteroides, o efeito Yarkovsky é um "empurrãozinho" criado por emissão térmica. Como um asteroide reúne energia do calor do sol, ele libera um pouco dela de volta para o espaço. E isso pode alterar o seu curso ligeiramente. Vamos torcer para que isso aconteça!

Apesar de tudo, saber precisamente onde o 1950 DA estará daqui a 866 anos (e se ele irá ou não ocupar o mesmo ponto no espaço com o nosso planeta) depende de muitos fatores que não são muito bem conhecidos, mesmo que a sua órbita já seja bastante compreendida. Mais observações aprofundadas terão de ser feitas e ainda teremos várias gerações para melhorar o nosso conhecimento e tecnologia.
 

Fonte: Discovery News
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