terça-feira, 2 de setembro de 2014

Cientistas descobrem segredo genético para lagartos regenerarem rabos


Pesquisa pode ter impacto em terapias de regeneração de membros em humanos.

Cientistas americanos descobriram a resposta para um mistério que já despertou a curiosidade de muita gente: como os lagartos regeneram seus rabos?

Pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona concluíram que há uma espécie de receita genética por trás dessa características dos animais. O resultado do estudo pode ajudá-los a desenvolver formas de estimular a regeneração de membros em humanos.

O animal estudado foi o Anolis carolinensis, espécie de lagarto verde. Quando capturado por um predador, ele pode perder a cauda e depois cultivá-la novamente. Os resultados foram publicados na revista “Plos One”, na quarta-feira.

- Lagartos, basicamente, compartilham a mesma “caixa de ferramentas” genéticas que os seres humanos - explica Kenro Kusumi, autor do estudo e professor da Escola de Ciências da Vida da universidade.

- Os lagartos são os animais mais próximos dos homens que conseguem regenerar partes anexas por inteiro. Descobrimos que eles ativam ao menos 326 genes em regiões específicas do rabo em regeneração, incluindo genes envolvidos no desenvolvimento embrionários, responsáveis por sinais hormonais e de cicatrização de feridas.

Outros animais com capacidade de regenerar a cauda, como salamandras, girinos e peixes, também ativam genes em um processo chamado de “via Wnt”, no qual é necessário controlar células-tronco em várias partes do corpo, como cérebro, folículos capilares e vasos sanguíneos. Contudo, os lagartos têm um padrão singular de crescimento de tecido, distribuído por toda a cauda e não apenas na ponta, como as outras espécies.

- Usando tecnologias de última geração para sequenciar todos os genes expressos durante a regeneração, nós desvendamos o mistério sobre quais genes são necessários para a regeneração do rabo - disse Kusumi.

- Seguindo a receita genética para a regeneração encontrada nos lagartos, e, em seguida, aproveitando os mesmos genes em células humanas, pode ser possível regenerar novas cartilagens, músculos ou mesmo médulas espinhais no futuro.

As descobertas podem levar a novas abordagens terapêuticas para lesões e doenças como a artrite.

Fonte: O Globo Online
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