sábado, 9 de novembro de 2013

Meteorito de Chelyabinsk – a um passo da catástrofe

A massa do meteorito de Chebarkul equivale a quase 11 mil toneladas. Esse corpo celeste entrou na atmosfera terrestre à velocidade de 68 400 Km/h. Tal foi a conclusão tirada por um grupo de cientistas. Depois, o meteorito se desfez em fragmentos, cuja velocidade, já perto da superfície, alcançou cerca de 108 000 Km/h. Com isso, o clarão do meteorito superou o brilho solar.

O bólide que explodiu no ar em 15 de fevereiro de 2013 na região de Chelyabinsk tinha 18-19 metros em diâmetro, disse à Voz da Rússia Olga Popova, do Instituto de Dinâmica de Geosfera, cientista que orientou as pesquisas internacionais:

“Trata-se de um corpo celeste de tamanho igual a um prédio residencial de 6-7 pisos. Este objeto espacial entrou nas camadas atmosféricas à velocidade de 68 400 Km/h. As nossas avaliações ficaram um pouco acima das anteriores. Nas pesquisas vieram participar especialistas de nove países. Um papel importante foi desempenhado por peritos da Academia Nacional de Ciências, do Instituto de Dinâmica de Geosfera, Instituto de Astronomia e do Instituto de Geoquímica Vernadsky.”

Muitos fragmentos desintegraram-se na atmosfera antes de atingirem a Terra. Pode dizer-se que o meteorito de Chelyabinsk é um fenômeno bastante raro, acrescentou:

“Na realidade, a Terra tem sido alvo de vários corpos espaciais em queda livre. São, sobretudo, pequenos fragmentos de um milímetro ou até menores. Durante um ano, na atmosfera costumam cair mais de 20-30 objetos de um metro. Mas corpos semelhantes ao meteorito de Chelyabinsk são mais raros, podendo penetrar na atmosfera uma vez em 50-100 anos. Não conhecemos bem a frequência de tais eventos, na falta de observações necessárias. Por outro lado, sabemos que, um objeto similar, com uma carga energética semelhante, entrou na atmosfera da Terra em 1963, na região da África do Sul.”

Enquanto isso, um grupo de cientistas sob a direção do professor catedrático canadense Peter Brown, da Universidade de Ontário Ocidental, realizou uma série de pesquisas quanto à frequência de desintegração de meteoritos na atmosfera do nosso planeta. Em sua opinião, a colisão com a Terra de corpos celestes com um peso superior a 10 toneladas pode ocorrer em cada 30-40 anos. No entanto, é pouco provável haver uma queda, no futuro próximo, de um meteorito similar ao de Chelyabinsk.

A cidade de Chelyabinsk e suas cercanias tiveram sorte em o meteorito ter entrado na atmosfera com uma trajetória inclinada, afirma o físico Vladimir Surdin, professor da Universidade Lomonosov:

“Podia ter acontecido uma explosão idêntica à nuclear. A energia sumária do meteorito era de 500 quilotoneladas, ou seja, equivalente a uma bomba de hidrogênio. As consequências disso são bem conhecidas – no local da explosão teria surgido uma cratera de algumas dezenas de metros de diâmetro, aliada a uma emissão de substâncias vaporizadas.”

Vale lembrar que a região de Chelyabinsk se tornou alvo da queda de fragmentos com a massa sumária de 4-6 toneladas. O maior fragmento, de 650 quilos, foi retirado do fundo do lado Chebarkul em outubro.

Segundo especialistas, o meteorito de Chelyabinsk, que se tornou assim o maior corpo celeste a cair na Terra desde 1908 (após o Evento de Tunguska), podia ter sido parte de um asteroide maior antes de se separar dele há 1,2 milhões anos, quando passava perto da Terra.


Fonte: Voz da Rússia
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